A Geografia Cultural: das concepções clássicas às novas tendências e dinâmicas na contemporaneidade
DOI:
https://doi.org/10.26895/geosaberes.v7i13.343Palavras-chave:
Geografia cultural, Concepções clássicas, Cultural Turn, Perspectivas contemporâneasResumo
A geografia humana se desenvolveu ao fim do século XIX, aquando as principais questões abordadas eram referentes às diferenciações culturais da Terra e às diversificações das tradições populares, nas quais o meio ambiente era o ponto central e mediador das relações analisadas. Contudo, entre as décadas de 1940 e 1970, a geografia cultural passa por uma trajetória declinante, na qual o campo se encontrou em um momento de desprestígio. É, então, ao relevar a importância das dimensões imateriais da cultura que, no fim da década de 1970 e início dos anos 80, a geografia cultural ressurge em um cenário pós-positivista. Este retorno se apresentou imbuído de questionamentos que requisitavam uma renovação temática e metodológica da abordagem cultural na geografia. Neste sentido, por meio de uma abordagem que perpassa às teorias de Fiedrich Ratzel, Paul Vidal de La Blache e Carl Sauer, recorreu-se a fontes bibliográficas de autores renomados como, Paul Claval, Horacio Capel, Don Mitchell e James Duncan. Esta conduta foi tomada com o intuito de traçar e refletir sobre este processo histórico dos estudos culturais geográficos, e, sobretudo, discutir as suas abordagens e concepções. A partir destes delineamentos foi possível apreender as novas tendências e dinâmicas da geografia cultural na contemporaneidade. Esta reflexão permitiu apresentar novas temáticas que têm se destacado no âmbito dos estudos culturais na geografia. Temas estes que tratam questões como, gênero, pós-colonialismo, corpo, cinema e literatura.
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