A representação social da docência em geografia na educação básica
DOI:
https://doi.org/10.26895/geosaberes.v10i21.728Palavras-chave:
Geografia, Formação docente, Representações sociaisResumo
A literatura e as pesquisas quanto à significação social e atratividade da carreira docente no Brasil têm mostrado uma crescente desvalorização desta profissão, em especial do ser professor (a) da Geografia escolar. Isso porque a Geografia foi introduzida no currículo escolar como uma ferramenta teórica estratégica de reconhecimento do território nacional, bem como com o intuito de integrar o Estado-nação e proteger suas fronteiras. Por conta de tal cenário está disciplina priorizou por um longo período a descrição e caracterização, sobretudo dos aspectos físicos, dos lugares e suas respectivas populações. Diante disso, mesmo tendo desenvolvido um arcabouço teórico-metodológico rico, com o qual passou a observar o espaço geográfico por outros ângulos, a Geografia mantém, até os dias atuais, no senso comum, o estigma de ser uma disciplina escolar enciclopédica, que possui pouca relação com o cotidiano, e que por isso exige dos alunos da Educação Básica um esforço exacerbado da memória. Procurando contribuir com essa discussão, o presente artigo visa abordar essa temática a partir da Teoria das Representações Sociais (Moscovici, 1969). Sob essa perspectiva,buscamos identificar, nas referências teóricas já existentes, questões que versem sobre a formação inicial e a construção de uma representação social da condição de ser professor de Geografia no Brasil. Para dar embasamento a essa discussão, utilizamos como referencial teórico autores como Tardif (2002), Nóvoa (1997), Callai (2003), Pontuschka (2009, 2010), entre outros. Assim,inferimos a existência de um fazer geografia escolar que a insere em uma visão pouco crítica da realidade, muito embora o seu discurso teórico a encaminhe para o sentido contrário.
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