ACESSIBILIDADE A OPORTUNIDADES DE EMPREGO NO RIO DE JANEIRO A PARTIR DA ANÁLISE ESPACIAL DO SISTEMA BRT

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2026.e25010

Palavras-chave:

Accessibility, Public transit, BRT system, socio-spatial inequality, Urban Analytics

Resumo

A desigualdade socioespacial é um tema caro à Geografia. Entender a relação entre local de residência e disponibilidade de empregos, por meio da análise de acessibilidade é uma questão geográfica de notória importância para o planejamento urbano. Este estudo analisa a acessibilidade a empregos via sistema BRT na cidade do Rio de Janeiro, considerando janelas temporais de deslocamento (30, 60, 90 e 120 minutos) e variáveis socioeconômicas (renda e cor/raça). Utilizando dados do CNPJ para mapear empresas, setores censitários do Censo 2010 e simulações de rotas em SIG com dados GTFS, calculou-se a acessibilidade cumulativa a empregos para residentes em até 15 minutos de estações BRT. Os resultados revelam forte correlação entre renda média e acessibilidade em janelas curtas (30 minutos), com maior acesso em subcentros (Madureira, Barra da Tijuca). Em janelas maiores (60-120 minutos), embora a cobertura aumente, persistem desigualdades: setores periféricos (Santa Cruz, Campo Grande), com população de menor renda, apresentam menor acesso mesmo em deslocamentos prolongados. A análise destaca iniquidades socioespaciais, reforçadas pela distribuição desigual de oportunidades e priorização de eixos centrais no BRT. Conclui-se que políticas de transporte devem integrar equidade, expandindo conexões periféricas e considerando dimensões temporais e socioeconômicas para reduzir segregação urbana.

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Publicado

2026-05-27

Edição

Seção

Artigos