AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA RIDE-DF A PARTIR DE INDICADORES DE SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS

Autores

  • Giovana Souza Batista Universidade de Brasília image/svg+xml Autor
    Interesses conflitantes

    Não há conflito de interesse. 

  • Henrique Llacer Roig Universidade de Brasília image/svg+xml Autor
    Interesses conflitantes

    Não há interesses conflitantes.

  • Diego Pereira Lindoso Universidade de Brasília image/svg+xml Autor
    Interesses conflitantes

    Não há interesses conflitantes.

DOI:

https://doi.org/10.36517/rm2026.e25022

Palavras-chave:

Ecosystem Services, Sustainability Indicator, Brazilian Savanna, Basins

Resumo

O objetivo deste artigo é avaliar a sustentabilidade da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF), com mais de 46.000 km² e 32 municípios, por meio de indicadores de serviços ecossistêmicos. Com base em uma abordagem quantitativa de modelagem espacial por geoprocessamento, o estudo avalia o potencial de erosão (USLE), a recarga de aquíferos (método Curve Number), a vulnerabilidade à contaminação (DRASTIC adaptado) e a manutenção da biodiversidade nas bacias do Paraná, São Francisco e Tocantins-Araguaia entre 1985 e 2020. Os resultados indicam tendências não homogêneas: na bacia do Paraná, que concentra a expansão urbana do Distrito Federal, as áreas de baixa perda de solo recuaram 12%, as de alta contaminação cresceram 8% e as de alto potencial de conservação da biodiversidade caíram 20%; na bacia do São Francisco, a área exposta a alto risco de contaminação dobrou; a bacia do Tocantins-Araguaia melhorou em erosão e recarga, mas perdeu potencial de biodiversidade. A supressão da vegetação nativa emerge como fator central da degradação dos serviços ecossistêmicos e os resultados subsidiam futuras políticas públicas de planejamento, gestão e monitoramento ambiental na região.

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Biografia do Autor

  • Giovana Souza Batista, Universidade de Brasília

    Possui graduação em Ciências Ambientais pela Universidade de Brasília (UnB). Possui mestrado pelo Instituto de Geociências com foco em Geoprocessamento e Análise Ambiental. Realizou iniciação científica no laboratório de Sensoriamento Remoto, do Instituto de Geociências da UnB, sendo bolsista de iniciação científica do mesmo laboratório por dois anos.

  • Henrique Llacer Roig, Universidade de Brasília

    Professor Titular no Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), atuando na interface entre Hidrologia Espacial e Gestão Sustentável de Ecossistemas. Doutor em Geociências pela UnB com pós-doutorado no L'Observatoire Midi-Pyrénées (França), possui trajetória marcada pela gestão de recursos naturais e serviços ecossistêmicos. Atualmente, lidera pesquisas voltadas à sustentabilidade e mudanças climáticas, representando a UnB no Conselho de Recursos Hídricos do DF e no Grupo Montevideo (AUGM). Seu trabalho integra sensoriamento remoto e modelagem ambiental para atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 6, 11, 13 e 15), focando em soluções para a gestão da água e resiliência climática.

  • Diego Pereira Lindoso, Universidade de Brasília

    Diego Lindoso é professor adjunto do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB) e desenvolve pesquisa na interface entre mudança climática e desenvolvimento sustentável, com ênfase em impactos, adaptação e vulnerabilidade. É bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela UnB (2006), com mestrado (2009) e doutorado (2013) em Desenvolvimento Sustentável pelo CDS/UnB. Também possui mestrado em Ciência e Tecnologia dos Recursos Hídricos pela Universidade de Girona, Espanha (2021). Foi Visiting researcher (2011-2012) do Climate Change Adaptation Reserach Group, vinculado ao departamento de Geografia da McGill University (Montreal, Canadá). Recebeu o prêmio CAPES de melhor Tese brasileira de 2014 na área de Ciências Ambientais. Contribuiu para o primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).

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Publicado

2026-09-10

Declaração de Disponibilidade de Dados

Os autores declaram que não houve disponibilização pública dos dados gerados. 

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Como Citar

AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA RIDE-DF A PARTIR DE INDICADORES DE SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS. (2026). Mercator, 25. https://doi.org/10.36517/rm2026.e25022