AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA RIDE-DF A PARTIR DE INDICADORES DE SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS
DOI:
https://doi.org/10.36517/rm2026.e25022Palavras-chave:
Ecosystem Services, Sustainability Indicator, Brazilian Savanna, BasinsResumo
O objetivo deste artigo é avaliar a sustentabilidade da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF), com mais de 46.000 km² e 32 municípios, por meio de indicadores de serviços ecossistêmicos. Com base em uma abordagem quantitativa de modelagem espacial por geoprocessamento, o estudo avalia o potencial de erosão (USLE), a recarga de aquíferos (método Curve Number), a vulnerabilidade à contaminação (DRASTIC adaptado) e a manutenção da biodiversidade nas bacias do Paraná, São Francisco e Tocantins-Araguaia entre 1985 e 2020. Os resultados indicam tendências não homogêneas: na bacia do Paraná, que concentra a expansão urbana do Distrito Federal, as áreas de baixa perda de solo recuaram 12%, as de alta contaminação cresceram 8% e as de alto potencial de conservação da biodiversidade caíram 20%; na bacia do São Francisco, a área exposta a alto risco de contaminação dobrou; a bacia do Tocantins-Araguaia melhorou em erosão e recarga, mas perdeu potencial de biodiversidade. A supressão da vegetação nativa emerge como fator central da degradação dos serviços ecossistêmicos e os resultados subsidiam futuras políticas públicas de planejamento, gestão e monitoramento ambiental na região.
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