PREDIÇÃO DE CENÁRIO FUTURO UTILIZANDO AUTÔMATOS CELULARES E CADEIAS DE MARKOV EM ÁREA DE EXPANSÃO DA SILVICULTURA SOBRE O CERRADO BRASILEIRO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2019.e18026

Resumo

Os modelos preditivos para detecção de mudanças na paisagem tem sido utilizados como instrumento relevante de aporte ao planejamento e análise ambiental. Diversos modelos para simulação de cenários futuros coexistem na literatura, contudo o método que combina as Cadeias de Markov com os autômatos celulares tem demonstrado resultados excelentes de calibração/validação para simulação de mudanças no uso e cobertura da terra. Adotou-se
como objeto de estudo a bacia hidrográfica do Rio Pântano, situada em área do Cerrado brasileiro, impactada por grandes projetos: hidrelétrico e pelas maiores indústrias de papel e celulose do mundo. O objetivo deste trabalho foi simular as mudanças no uso e cobertura da terra para o ano de 2050, avaliando espacialmente o efeito da expansão da silvicultura em área de Cerrado sobre os diferentes graus de fragilidade potencial natural. Para predição do cenário futuro utilizou-se do método Cadeias de Markov e autômatos celulares acoplados a análise multicritério através da lógica AHP. Os resultados de validação do modelo apresentaram excelentes resultados (índice Kappa superior a 0.9) para realizar predições para 2050, após a
combinação das seguintes variáveis explicativas utilizadas no processo de calibração: I: Áreas de transição entre as classes Pastagem e Eucalipto; II: Tamanho das propriedades rurais; III: Distância das Estradas; IV: Distância das redes de drenagem. O modelo revelou a forte tendência de substituição da pecuária pela silvicultura para o ano de 2050, com predomínio da expansão para as áreas de média fragilidade ambiental.

Palavras-Chaves: Modelagem dinâmica, Bacia Hidrográfica, SIG, Geotecnologias.

Biografia do Autor

  • Vitor Matheus Bacani, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas (MS), Brasil.

    Doutor em Geografia Física (2010) pela Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Desenvolveu seu estágio de Pós-Doutorado (2014-215) no Laboratório LETG-Rennes-COSTEL da Université de Rennes 2, França, onde atualmente é pesquisador membro associado. É Docente Permanente dos cursos de Mestrado e Doutorado em Geografia da UFMS, Campus de Três Lagoas e do curso de Mestrado em Geografia do Campus Aquidauana e do Mestrado em Recursos Naturais da FAENG/UFMS em Campo Grande.Foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia do Campus de Três Lagoas (2016-2019). Tem atuado como Consultor ad hoc para várias revistas científicas. Tem experiência nas áreas de Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informação Geográfica, Modelagem de Sistemas Ambientais, Bacias Hidrográficas, Pedologia, Zoneamento Ambiental, Ordenamento Territorial e Pantanal.

  • Erivelton Pereira Vick, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Três Lagoas (MS), Brasil

    Doutor em Geografia - Dinâmica Ambiental e Planejamento - na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campus de Três Lagoas. Membro do Laboratório de Sensoriamento Remoto (La-Ser) na mesma instituição. Atuante nas áreas de Geotecnologias, com ênfase na Modelagem de Sistemas Ambientais, Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informação Geográfica, Bacia Hidrográfica.

Publicado

2019-10-27

Edição

Seção

Artigos