AS FISSURAS NA TEORIA SOCIAL CRÍTICA E ALGUNS CAMINHOS PARA A RENOVAÇÃO DA GEOGRAFIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2021.e20020

Resumo

O texto de natureza crítico-interpretativa e descritiva analisa as principais fragilidades da teoria social crítica e da geografia crítica marxista, um de seus ramos geográficos. Tem como objetivo explorar referenciais teórico-metodológicos que oferecem explicações alternativas para repensar temas centrais da Geografia Econômica e da Geografia Urbana – o desenvolvimento desigual e a periferização da economia. Fundamenta-se na reflexão sobre as relações da filosofia da ciência de Karl Popper, com os trabalhos da Escola Austríaca de Economia e com as teses da Escola Institucionalista. A teoria do conhecimento científico de Karl Popper se apoia em dois pilares: o conceito de falseabilidade e a concepção de sociedades abertas, que são mais suscetíveis ao desenvolvimento de uma ciência capaz de se livrar de dogmas. Com sua análise de natureza ética, o referido filósofo advertiu que a própria capacidade de autocrítica é a base para o desenvolvimento da ciência. Ao associar este comportamento ético às sociedades abertas e democráticas, Karl Popper teceu profundas críticas epistemológicas ao marxismo, tradição de pensamento que exerceu e ainda exerce forte influência na geografia brasileira. Conclui-se que, as concepções científicas de Karl Popper são relevantes para conduzir a crítica epistemológica proposta e a exploração de novos caminhos de investigação científica para a problemática dos fenômenos econômico-espaciais.

Palavras-Chave: Geografia Crítica; Epistemologia; Desenvolvimento Econômico; Escola Austríaca; Institucionalismo. 

Biografia do Autor

  • Mariza Ferreira da Silva, Universidade Federal do Paraná, Curitiba (PR), Brasil

    Doutora em Geografia pela Universidade Federal do Paraná (2019) e Mestrado em Geografia - Tratamento da Informação Espacial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2011). Possui Graduação em Geografia (Bacharelado e Licenciatura) pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2005) e Graduação em Pedagogia (Licenciatura Plena) pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (1989/1990). Possui Especialização em Educação (Orientação Educacional) pelo Instituto de Educação de Minas Gerais - Centro de Pesquisas Educacionais de Minas Gerais (1990). Atualmente é Pesquisadora Doutora, na Universidade Federal do Paraná. 

  • Edu Silvestre de Albuquerque, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Possui Doutorado em Geografia (UFSC, 2007). Mestrado em Geografia Humana (USP, 1998). Especialização em Integração Econômica e Mercosul (UFRGS, 1995). Licenciatura e Bacharelado em Geografia (UFRGS, 1994/1995). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e professor permanente do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia da UFRN (Mestrado e Doutorado). Professor Pesquisador do EaD. Editor-Gerente  da Revista de Geopolítica. Organizador da coletânea "Que País é esse?" (Editora Globo), de livros e de artigos científicos nas áreas de geopolítica e relações internacionais. Atua na elaboração de material didático de Geografia na modalidade EaD. Temáticas de pesquisa: geopolítica e relações internacionais; Economia Distributista.

  • Luis Lopes Diniz Filho, Universidade Federal do Paraná

    Possui Doutorado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (2000). Mestrado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (1994). Graduação em Geografia pela Universidade de São Paulo (1990). Atualmente é Professor Associado 3 do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência nas atividades de ensino e pesquisa em Geografia, com ênfase nas seguintes áreas: epistemologia da geografia, geografia econômica e geografia regional do Brasil.

Publicado

2021-07-22

Edição

Seção

Artigos