AS FISSURAS NA TEORIA SOCIAL CRÍTICA E ALGUNS CAMINHOS PARA A RENOVAÇÃO DA GEOGRAFIA
DOI:
https://doi.org/10.4215/rm2021.e20020Resumo
O texto de natureza crítico-interpretativa e descritiva analisa as principais fragilidades da teoria social crítica e da geografia crítica marxista, um de seus ramos geográficos. Tem como objetivo explorar referenciais teórico-metodológicos que oferecem explicações alternativas para repensar temas centrais da Geografia Econômica e da Geografia Urbana – o desenvolvimento desigual e a periferização da economia. Fundamenta-se na reflexão sobre as relações da filosofia da ciência de Karl Popper, com os trabalhos da Escola Austríaca de Economia e com as teses da Escola Institucionalista. A teoria do conhecimento científico de Karl Popper se apoia em dois pilares: o conceito de falseabilidade e a concepção de sociedades abertas, que são mais suscetíveis ao desenvolvimento de uma ciência capaz de se livrar de dogmas. Com sua análise de natureza ética, o referido filósofo advertiu que a própria capacidade de autocrítica é a base para o desenvolvimento da ciência. Ao associar este comportamento ético às sociedades abertas e democráticas, Karl Popper teceu profundas críticas epistemológicas ao marxismo, tradição de pensamento que exerceu e ainda exerce forte influência na geografia brasileira. Conclui-se que, as concepções científicas de Karl Popper são relevantes para conduzir a crítica epistemológica proposta e a exploração de novos caminhos de investigação científica para a problemática dos fenômenos econômico-espaciais.
Palavras-Chave: Geografia Crítica; Epistemologia; Desenvolvimento Econômico; Escola Austríaca; Institucionalismo.
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