ANÁLISE DA SÉRIE TEMPORAL SENTINEL 1 DE INUNDAÇÕES NA AMAZÔNIA CENTRAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2022.e21019

Palavras-chave:

Sensoriamento Remoto; Radar; Mapeamento de Corpos Hídricos.

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar a dinâmica das áreas alagadas da série temporal Sentinel-1 SAR em um trecho da Amazônia Central no período entre 26 de setembro de 2016 e 8 de fevereiro de 2020. O total de imagens foi de 59 para cada polarização. Além disso, a pesquisa calculou a linha de inundação ordinária média (LMEO) a partir das alturas das réguas fluviométricas entre os anos de 1967 a 2020 e a comparou com os valores presentes na série temporal do radar. O pré-processamento da série temporal Sentinel-1 nas polarizações VV e VH utilizou a seguinte sequência metodológica: correção de órbita, correção radiométrica (σ0), correção do terreno, filtragem do ruído, e conversão dos dados para decibéis (dB). A análise prévia dos filtros adaptativos mostrou resultados diferentes para as duas polarizações, obtendo o melhor resultado para a polarização VV utilizando o filtro Frost com 3x3 e para a polarização VH o filtro Lee 3x3. A extração de corpos d'água e áreas úmidas utilizou um valor limite fazendo máscaras para todo o período. A maior extensão da área inundável foi medida em 17 de junho de 2019, com 6.611,86 km2, representando 16,42% da cena SAR na polarização VH e 6.443,19 km2, representando 16,10% da cena SAR na polarização VV. A relação entre as áreas úmidas VH e VV em relação à altura da régua foi satisfatória, com coeficientes de determinação (R2) de 0,79 na polarização VH e de 0,64 na polarização VV e p-valor menor que 0,05. 

Palavras-chave: Sensoriamento Remoto; Radar; Mapeamento de Corpos Hídricos.

Biografia do Autor

  • Ivo Augusto Lopes Magalhães, Universidade de Brasilia, Brasília (DF), Brasil

    Doutor em Geografia pela Universidade de Brasília - UNB, pesquisando nas seguintes áreas: Sensoriamento remoto, RADAR, Geoprocessamento e Geoestatística no Laboratório de Sistemas de Informações Espaciais - LSIE. Engenheiro Ambiental graduado pelo IESA (2010). Possui Mestrado em Ciências Florestais pela Universidade Federal do Espírito Santo - (UFES), na linha de pesquisa: Sensoriamento remoto e Manejo de bacias hidrográficas (2013). Possui experiência nas áreas de Ciências Ambientais e Geociências com ênfase em Sistemas de Informações Geográficas - SIG, Sensoriamento Remoto, Tratamento de Imagens RADAR - SAR, Fotogrametria, Geoprocessamento, Manejo de Bacias Hidrográficas, Licenciamento Ambiental, Recuperação de áreas Degradadas, Controle de Desastres Ambientais (Deslizamentos de Encostas, Quedas de Rochas, Enchentes e Inundação), Plano de controle Ambiental, Perícia Ambiental e Plano de Manejo de Unidades de Conservação. 

  • Osmar Abílio de Carvalho Junior, Universidade de Brasilia, Brasília (DF), Brasil

    Doutor em Geologia pela Universidade de Brasília (2000). Atualmente é professor associado da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: sensoriamento remoto, sistema de informação geográfica, hiperespectral, processamento digital de imagem e geomorfologia.

  • Renato Fontes Guimarães, Universidade de Brasilia, Brasília (DF), Brasil

    Doutor em Geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Atualmente é professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: sensoriamento remoto, geomorfologia, sig, modelagem matemática e geoprocessamento.

  • Roberto Arnaldo Trancoso Gomes, Universidade de Brasilia, Brasília (DF), Brasil

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professor associado do departamento de geografia da Universidade de Brasília e Professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade de Brasília. É editor da Revista Espaço & Geografia e revisor em diversas periódicos científicos (nacionais e internacionais). Tem experiência na área de Geociências e Geomorfologia, com ênfase em geotecnologias, mapeamento, modelagem de processos, processamento digital de imagens, inteligência artificial. 

Publicado

2022-12-27

Edição

Seção

Artigos