VISLUMBRAR RECIPROCIDADES DE LUGARES MAIS-QUE-HUMANOS COM A ARTE DE DENILSON BANIWA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2025.e24010

Palavras-chave:

perspectivismo, mundos mais-que-humanos, arte indígena contemporânea

Resumo

Este ensaio almeja problematizar como a reciprocidade arte-vida nas obras de Denilson Baniwa possibilitam o vislumbre de nexos de lugares mais-que-humanos. Para tanto, parte-se das geografias criativas e de um enfoque fenomenológico que entende as obras como expressões da lugaridade ameríndia. As provocações das obras situam horizontes que fraturam o antropocentrismo por meio da experiência geográfica do perspectivismo. Elas expressam uma lugaridade densificada por topologias transformativas do devir-junto com variadas formas de ser-na-e-da-Terra, humanas ou não. Nesse ensejo, entende-se que as obras colaboram para vislumbrar as reciprocidades polifônicas de coabitações entre (par)entes mais-que-humanos que se somam nas tessituras de cuidados dos lugares.

Palavras-chave: Perspectivismo; Mundos Mais-que-humanos; Arte Indígena Contemporânea.

Biografia do Autor

  • Carlos Roberto Bernardes de Souza Júnior, Universidade Federal de Goiás, Goiânia (GO), Brasil

    Doutorando em Geografia no Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), com período de estágio sanduíche na Université de Paris (U-PARIS). Membro do Laboratório de Laboratório de Estudos e Pesquisas das Dinâmicas Terrioriais (LABOTER) - UFG e do Laboratoire Dynamiques sociales et recomposition des espaces (LADYSS) - U-PARIS.

     

     

Publicado

2025-06-06

Edição

Seção

Artigos