VISLUMBRAR RECIPROCIDADES DE LUGARES MAIS-QUE-HUMANOS COM A ARTE DE DENILSON BANIWA
DOI:
https://doi.org/10.4215/rm2025.e24010Palavras-chave:
perspectivismo, mundos mais-que-humanos, arte indígena contemporâneaResumo
Este ensaio almeja problematizar como a reciprocidade arte-vida nas obras de Denilson Baniwa possibilitam o vislumbre de nexos de lugares mais-que-humanos. Para tanto, parte-se das geografias criativas e de um enfoque fenomenológico que entende as obras como expressões da lugaridade ameríndia. As provocações das obras situam horizontes que fraturam o antropocentrismo por meio da experiência geográfica do perspectivismo. Elas expressam uma lugaridade densificada por topologias transformativas do devir-junto com variadas formas de ser-na-e-da-Terra, humanas ou não. Nesse ensejo, entende-se que as obras colaboram para vislumbrar as reciprocidades polifônicas de coabitações entre (par)entes mais-que-humanos que se somam nas tessituras de cuidados dos lugares.
Palavras-chave: Perspectivismo; Mundos Mais-que-humanos; Arte Indígena Contemporânea.
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