A FORMA MILÍCIA E SEUS PARADIGMAS NO ESPAÇO-TEMPO DO URBANO NA METRÓPOLE DO RIO DE JANEIRO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2024.e23020

Resumo

O artigo apresenta cinco hipóteses a respeito do que avaliamos constituir, no tempo presente, a emergência do espaço geográfico da forma miliciana. Para a construção dessa hipótese, apresentamos o Oeste Metropolitano do Rio de Janeiro (OMRJ) como o lócus preferencial da emergência dessa forma social. Em um exercício de regionalização, costuramos os termos dessa presença socioespacial no âmbito das atuais relações centro-periferia transcritas na rede urbana brasileira. Apresentando as hipóteses e costurando-as a partir de dados cartográficos, trazemos elementos para a compreensão do caráter negativo da modernização enredada, nas últimas décadas, nesse fragmento da metrópole do Rio de Janeiro.

Palavras-chave: Oeste Metropolitana  do Rio de Janeiro; Forma Miliciana; Regionalização; Relação Centro-periferia; Modernização Retardatária.

Biografia do Autor

  • Marcio Rufino Silva, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica (RJ), Brasil

    Doutor em Geografia Humana (2013) pela Universidade de São Paulo. Professor Adjunto da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), atuando junto ao Departamento de Geografia (DGG), vinculado ao Instituto de Geociências (IGEO) dessa universidade. Desde maio de 2017, integra o Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO), na UFRRJ, na condição de Pesquisador Permanente e, de julho de 2019 a julho de 2021, foi coordenador do programa. Coordena o grupo "Para uma crítica da Economia Política do Espaço", cujo escopo de pesquisas e atividades desenvolve-se regularmente junto a estudantes da UFRRJ. Compõe, também, o "Grupo de estudos e Pesquisas em Humanidades: Arte, Filosofia, História e Educação", atuando, mais especificamente, junto à linha de pesquisa "Filosofia, Trabalho e Formação Humana". Por fim, desde 2019, participa do ?Grupo de Pesquisa em Transformação de Uso, Ocupação e Desenvolvimento Urbano e Regional? (GEDUR), também sediado na UFRRJ, vinculado à área de Planejamento Urbano e Regional. Foi Coordenador do Subprojeto Geografia da Residência Pedagógica 2018-2019, realizado em conjunto com duas escolas públicas localizadas em Seropédica (RJ). E, finalmente, participa do grupo de pesquisa "Geografia Urbana: a vida cotidiana e o urbano", cujas atividades principais consistem na leitura e discussão de textos da obra de Karl Marx, Henri Lefebvre e a Internacional Situacionista, incluindo uma publicação conjunta intitulada "O Futuro do Trabalho", publicada em 2006, e outras coletâneas publicadas posteriormente. Em 2016, publicou o livro "Operação Urbana e Lutas Sociais: um histórico da propriedade no Butantã e da reversão da Operação Urbana Consorciada Vila Sônia", pela Editora Annablume. Tem experiência na área de Geografia Humana, com ênfase em Geografia Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: urbanização crítica, territórios e territorialidades, fronteiras urbanas, cotidiano e vida cotidiana, metropolização, planejamento urbano e crítica à economia política. 

Publicado

2024-10-06

Edição

Seção

Artigos