SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS E AREAIS NO SUDOESTE DO RIO GRANDE DO SUL (archaeological sites and stretches of sand in south-east rio grande do sul state)
Abstract
Uma das características da região sudoeste do Rio Grande do Sul é a presença de areais e focos de arenização. Estes processos de degradação do solo têm sido interpretados de várias formas, principalmente, aquelas que atribuem sua origem à ação antrópica. Os seguidores desta interpretação têm tornado o tema controvertido, mesmo após estudos sistemáticos de pesquisadores da universidade que explicam esta gênese como natural. Este estudo tem como objetivo contribuir para a explicação da gênese destes areais como um processo natural. Para isto, buscou-se subsídios em outras áreas correlatas da ciência, além da Geografia, como a Geomorfologia, a Pedologia, a Geologia, e a Arqueologia. A hipótese que norteia este trabalho tem como apoio os fatos históricos e pré-históricos que comprovam a existência de páleo-indígenas coabitando com estes areais há, pelo menos, 3.500 A. P.. O que se quer demonstrar é que a hipótese de uma degradação destes, através da ação antrópica, pela monocultura e o superpastoreio, torna-se relativizada, no momento em que pode ser comprovada a existência destes areais já antes da ocupação européia na região. Nossa argumentação é reforçada através dos dados apresentados pela Arqueologia que comprovam a existência de povos caçadores-coletores numa relação homem-meio nesta região, desde o início do Holoceno.
Palavras chave: areais, arenização, sítios arqueológicos, degradação do solo, Rio Grande do Sul.
ABSTRACT
The Southwestern region of the Rio Grande Do Sul is characterized by sand points caused by the “sandzation” processes. These processes of ground degradation have been interpreted by many forms, mainly, those that attribute its origin to the man action. Although, this researchers became controverted, because the systematic university studies that explain this genesis as natural. This study brings a contribution for the natural genesis theory, because had searched ideas in several areas, beyond Geography, like Geomorphology, Pedology, Geology, and Archaeology. The hypothesis of this work is suported by historical and prehistoric facts that prove the existence of paleo-aboriginals cohabiting with these sand sites at least 3.500 years. We want to demonstrate that the degradation hypothesis by the monoculture and the super-pasturing becomes relativized when the existence of these sites can be proven already before the european occupation in this region. Our argument is strengthened by the Archaeology data that show the existence of hunter-collectors in this region since the beginning of the Holoceno.
Key words: sandsheet, “sandzation”, Archaeological sites, soil degradation, Rio Grande do Sul-Brazil.
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