CRISE OLÍMPICA, CRISE AMBIENTAL

A CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE NOS JOGOS OLÍMPICOS CONTEMPORÂNEOS

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2018.e17018

Schlagwörter:

Olimpíadas; Crise ambiental; Sustentabilidade.

Abstract

Nas últimas quatro décadas, o urbanismo olímpico evoluiu constantemente, passando a produzir projetos urbanos cada vez mais onerosos e de grande vulto, com impactos de alta visibilidade em questões sociais e ambientais em cada cidade-sede. Este artigo tem como objetivo refletir sobre a natureza e os limites da adoção do ideário da sustentabilidade nos projetos olímpicos contemporâneos e por esta via entender a dimensão ambiental da crise olímpica em curso. Para isso, investigaremos: [1] a noção de sustentabilidade a partir da geografia urbana; [2] as congruências da crise olímpica e da crise ambiental; e, por fim, a [3] adoção da sustentabilidade nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, que ocorreram na cidade do Rio de Janeiro.

Palabras claves: Olimpíadas; Crise ambiental; Sustentabilidade.

Autor/innen-Biografien

  • Gilmar Mascarenhas, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (RJ)

    Professor Associado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro onde atua desde 1992, em Geografia Urbana, e membro do quadro permanente do Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO-UERJ) desde sua criação em 2003, onde ministra a disciplina "Cidades: políticas e usos". Atuou por dois meses como Professor convidado na Université Michel de Montaigne - Bordeaux III em 2011. Possui doutorado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP, 2001), com estágio na Universidad de Barcelona (1999-2000), e pós-doutorado em urbanismo de megaeventos na Université Paris I Panthéon-Sorbonne (2012-2013). Publicou diversos livros e artigos, com destaque para "Entradas e Bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol", indicado para a Feira de Frankfurt, 2014. Pesquisador associado no Laboratório ETTERN-IPPUR-UFRJ e membro da rede NEER (Núcleo de Estudos em Espaço e Representações). Membro de Corpo Editorial e parecerista de diversos periódicos (Estudos Históricos-CPDOC, Mercator, Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, Esporte e Sociedade, E-metrópolis, Horizontes Antropológicos, GeoUERJ, Caderno Virtual de Turismo, dentre outros). Desenvolve pesquisas que envolvem território, cidade, cultura, cotidiano e planejamento urbano, inserindo neste campo de reflexões os esportes. Tem interesse em debates que envolvem cultura popular e apropriação de espaços públicos. Atualmente concentra-se em projeto (bolsista Prociência - FAPERJ) sobre os megaeventos esportivos: política urbana, conflitos e legado. Enquanto bolsista de Produtividade CNPq 2, coordena o projeto "Uma cidade, seu tempo e as muitas escalas: singularidades e legados dos Jogos Olímpicos Rio 2016". Líder e mentor do Grupo de Pesquisa Megaeventos Esportivos e Cidades.

  • Leandro Dias de Oliveira, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, Rio de Janeiro

    Graduado em Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Faculdade de Formação de Professores (UERJ-FFP, 1998-2001), Mestre em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, 2004-2006) e Doutor em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 2007-2011). Professor Adjunto III do Curso de Geografia da UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Instituto de Agronomia - Departamento de Geociências), campus-sede, e docente do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO - UFRRJ), onde é responsável pela disciplina Reestruturação Espacial Contemporânea. Coordenador Institucional de Iniciação Científica [PIBIC-CNPq, PIBIC-Af, PIBIC-UFRRJ PIBIC-EM, PIBITI e PICV] e Coordenador de Área do PIBID Geografia 2014-2018, cujo projeto é intitulado A Geografia da Baixada Fluminense: Formação Docente e Práticas Educativas no Cotidiano Escolar. Gestor do Protocolo de Cooperação, na área da Geografia, entre a UFRRJ e a Universidade do Porto (U.PORTO), liderando a pesquisa Reestruturação Espacial e Desenvolvimento Regional: Um Estudo Comparativo entre a Região Norte de Portugal e o Estado do Rio de Janeiro. Idealizador e Coordenador do LAGEP - Laboratório de Geografia Econômica e Política, vinculado ao Departamento de Geografia da UFRRJ, e líder do Grupo de Pesquisa Reestruturação Econômico-Espacial Contemporânea. Coeditor e cofundador dos periódicos acadêmicos Espaço e Economia: Revista Brasileira de Geografia Econômica e Continentes: Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRRJ. Dedica-se às reflexões com ênfase em Geografia Humana, realizando investigações nos seguintes campos temáticos: Geografia Econômica e da Indústria - particularmente na análise da Reestruturação Territorial-Produtiva Fluminense -, Geografia Urbana, Geopolítica e a relação Sociedade-Natureza, destacadamente na análise da concepção do desenvolvimento sustentável em seus matizes teóricos e empíricos, com ênfase no exame dos relatórios Meadows [The Limits of Growth, 1972] e Brundtland [Our Common Future, 1987] e das Conferências de Estocolmo-1972, Rio 1992 e Rio + 20 [2012]

Veröffentlicht

2018-08-14

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