MAPEAMENTO DE ÍNDICE DE RISCO DE INUNDAÇÃO DE ÁREA A JUSANTE DE UMA BARRAGEM EM CASO DE ROMPIMENTO

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2023.e22004

Abstract

Objetivou-se avaliar o índice de risco de inundação, devido ao rompimento hipotético da barragem de São Bento (SC). O índice de risco foi obtido combinando os índices de perigo e de vulnerabilidade. O perigo obteve-se multiplicando a velocidade pela profundidade da água, simuladas com HEC-RAS 2D. A mancha de inundação simulada foi de 64,8 km2, a vazão máxima de 3586,60 m3.s-1, profundidade de até 2,0 m e velocidade de até 2,0 m.s-1, na maior parte da área. A formação da brecha aconteceu em 2,85 h e o pico de vazão ocorreu em 1h40 min. O volume extravasado no rompimento foi de 44,75 hm3. A onda de cheia atingiu 22,0 km de extensão onde fica o município de Forquilhinha. O mapa de índice de risco mostrou que até 6 km da barragem o risco é alto, devido a maioria das pessoas terem 60 anos ou mais e serem de baixa renda. Nesse local, as pessoas não estão seguras dentro das edificações, porque têm alta probabilidade de serem destruídas. Assim, o mapeamento de risco pode ser adotado como medida de prevenção, auxiliar na elaboração de um plano de ação emergencial, servir para educação ambiental e para o planejamento
territorial.

Palavras-chave: Rompimento de Barragem; HEC-RAS 2D; Mapeamento de Risco.

Autor/innen-Biografien

  • Francisco Moreira Alves Junior, Universidade Federal de Santa Catarina, , Araranguá (SC), Brazil

    Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Energia e Sustentabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Atua na área de engenharia civil com projeto, consultoria e reforço de estruturas de concreto armado, alvenaria estrutural, paredes de concreto e estruturas metálicas. 

  • Masato Kobiyama, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (RS), Brasil.

    Doutor em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (1994). Trabalhou em Gana no período de 1985 - 1987 como voluntário no serviço de JOCV/JICA. Como docente, trabalhou na Universidade Federal do Paraná (UFPR) no período de 1996 - 2002, e na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no período de 2002 - 2013. Atualmente é Professor Titular do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também coordenador substituto do Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais (GPDEN) no IPH-UFRGS. Seu interesse profissional é: desastres naturais, balanço hídrico, zona ripária, monitoramento, e bacias-escola. Seu interesse pessoal é: futebol, maratona (e São Silvestre), música, dança, SUDOKU, e zen-budismo. 

  • Cláudia Weber Corseuil, Universidade Federal de Santa Catarina, Araranguá (SC), Brasil

    Doutora em Agronomia (Energia na Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/Botucatu). Atualmente é professor Associado 2 da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental e de Energia, com ênfase em Recursos Hídricos, atuando principalmente nos seguintes temas: hidrologia, sistema de informação geográfica, modelagem hidrológica e sensoriamento remoto. 

Veröffentlicht

2023-04-25

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Artigos