SIMBOLISMO DA GEODIVERSIDADE NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2024.e23011

Abstract

Caso seja feita, ao longo da história evolutiva, uma analogia homem/natureza com os elementos da geodiversidade, surgirão daí processos de ordem simbólica ao ser humano, onde ele constrói uma natureza sacralizada que é revelada em seus cultos, práticas e crenças, onde a natureza torna-se elemento simbólico carregado de significados. Esses elementos da geodiversidade são encontrados em diversos cultos, destacando-se os Indígenas/Xamânicos, a Umbanda, Candomblé, Budismo, Hinduísmo, Cristianismo, entre outros. Em função disso esse artigo foca nos ritos africanos, que representam sua matriz de origem e uma tradição marcada essencialmente pela oralidade (ao contrário das principais religiões monoteístas ocidentais que possuem livros sagrados) e pelo aprendizado religioso direto e por meio da prática cotidiana da religião no terreiro. A análise da geodiversidade e seu uso nessas manifestações religiosas, leva à reflexão de que ainda é necessário reconhecer e divulgar mais intensamente a geodiversidade e seus diversos usos, pois ela nos auxilia e nos oferece uma apreciação, compreensão e interpretação das religiões em uma outra perspectiva, dando mais consistência e autenticidade.

Palavras-chave: Religiões Afro-Brasileiras; Geodiversidade; Simbolismo.

Autor/innen-Biografien

  • Arlon Cândido Ferreira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), Brasil

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós-Doutorando em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG)

  • Luiz Eduardo Panisset Travassos, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), Brasil

    Doutor em Geografia, Professor do Departamento de Geografia e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Geografia da PUC Minas. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (PQ-2)

  • Ivair Gomes, Universidade Federal de São João del-Rei, São João del Rei (MG), Brasil

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal Fluminense. Professor do Departamento de Geociências e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

  • Rodrigo Corrêa Teixeira, PUC Minas

    Professor do Departamento de Relações Internacionais e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Geografia da PUC Minas.

  • Múcio do Amaral Figeuiredo, Universidade Federal de São João del-Rei, S~´ao João del Rei (MG), Brasil

    Doutor em Ciências Naturais pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Professor do Departamento de Geociências e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

  • Leonardo Cristian Rocha, Universidade Federal de São João del-Rei, São João del Rei (MG), Brasil

    Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor do Departamento de Geociências e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

Veröffentlicht

2024-08-07

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Artigos