RESISTÊNCIA QUILOMBOLA DO CUMBE (ARACATI/CE) ANTE A APROPRIAÇÃO CAPITALISTA DA NATUREZA

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2025.e24022

Schlagwörter:

Apropriação capitalista, Cumbe, relação ser humano/natureza, resistência

Abstract

O artigo resulta de indagações oriundas do nosso projeto de tese e da análise de dados obtidos na nossa dissertação de mestrado. Objetivamos compreender: como a lógica comunitária de apropriação dos bens naturais feita pelo Quilombo do Cumbe, seguido da sua resistência à apropriação capitalista, contribui para dificultar ou barrar a degradação ambiental local. Quanto à metodologia, utilizamos pesquisa participante,
comprometendo-nos a expor os dados coletados aos sujeitos pesquisados e a manter o diálogo entre o saber científico e o saber empírico dos quilombolas do Cumbe. Com relação aos procedimentos metodológicos, basearam-se em pesquisas bibliográficas e documentais, seguidas de trabalhos de campo, permitindo a construção de um caderno de campo, a aplicação de entrevistas semiestruturadas, e a realização de oficinas de cartografia social. Com a realização da pesquisa foi possível constatar que, devido aos quilombolas do Cumbe não enxergarem seus bens naturais de uma forma capitalista, eles resistem aos avanços das grandes empresas no seu território, utilizando estratégias variadas que resultam em uma
desaceleração da degradação ambiental local. Dito isto, a atuação do quilombo, resistindo aos avanços do capital em seu território, tem beneficiado o ambiente local, assim, contribuindo para a conservação dos seus bens naturais.

Palavras-chave: Apropriação Capitalista, Cumbe, Relação Ser Humano/Natureza, Resistência.

Autor/innen-Biografien

  • Ariel Rocha Nóbrega de Castro, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza (CE), Brasil

    Atualmente está cursando Doutorado em Geografia no Programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Estadual do Ceará, sob orientação da Profa. Dra. Camila Dutra dos Santos. Tem experiência na produção de mapas no programa QGIS, incluindo mapas de cartografia social. Registro do CREA - CE N: 357706. 

  • Camila Dutra dos Santos, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza (CE), Brasil

    Doutora em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Professora dos Cursos de Graduação em Geografia (Licenciatura e Bacharelado, UECE, Campus do Itaperi). Professora do Programa de Pós-Graduação em Geografia (ProPGeo/UECE). Coordenadora do NATERRA - Grupo de Pesquisa e Articulação Campo, Terra e Território (UECE/CNPq); do LECANTE - Laboratório de Estudos do Campo, Natureza e Território (UECE); e do GEAR - Grupo de Estudos Agrários (UECE). Presidenta do Instituto Terramar de Pesquisa e Assessoria à Pesca Artesanal (TERRAMAR). Militante do Movimento 21 de Abril. Foi coordenadora dos cursos de graduação em Geografia (Bacharelado e Licenciatura). Foi conselheira fiscal do Sindicato de Docentes da UECE (SINDUECE). Realiza atividades de ensino, pesquisa e extensão na área de Geografia Agrária, com ênfase nos temas: questão agrária; agricultura camponesa; comunidades e povos tradicionais; impactos do agronegócio; conflitos territoriais e socioambientais; movimentos sociais e resistências; gênero, agroecologia e relações étnico-raciais.

Veröffentlicht

2025-09-16

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Artigos