RESISTÊNCIA QUILOMBOLA DO CUMBE (ARACATI/CE) ANTE A APROPRIAÇÃO CAPITALISTA DA NATUREZA
DOI:
https://doi.org/10.4215/rm2025.e24022Schlagwörter:
Apropriação capitalista, Cumbe, relação ser humano/natureza, resistênciaAbstract
O artigo resulta de indagações oriundas do nosso projeto de tese e da análise de dados obtidos na nossa dissertação de mestrado. Objetivamos compreender: como a lógica comunitária de apropriação dos bens naturais feita pelo Quilombo do Cumbe, seguido da sua resistência à apropriação capitalista, contribui para dificultar ou barrar a degradação ambiental local. Quanto à metodologia, utilizamos pesquisa participante,
comprometendo-nos a expor os dados coletados aos sujeitos pesquisados e a manter o diálogo entre o saber científico e o saber empírico dos quilombolas do Cumbe. Com relação aos procedimentos metodológicos, basearam-se em pesquisas bibliográficas e documentais, seguidas de trabalhos de campo, permitindo a construção de um caderno de campo, a aplicação de entrevistas semiestruturadas, e a realização de oficinas de cartografia social. Com a realização da pesquisa foi possível constatar que, devido aos quilombolas do Cumbe não enxergarem seus bens naturais de uma forma capitalista, eles resistem aos avanços das grandes empresas no seu território, utilizando estratégias variadas que resultam em uma
desaceleração da degradação ambiental local. Dito isto, a atuação do quilombo, resistindo aos avanços do capital em seu território, tem beneficiado o ambiente local, assim, contribuindo para a conservação dos seus bens naturais.
Palavras-chave: Apropriação Capitalista, Cumbe, Relação Ser Humano/Natureza, Resistência.
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