LÓGICA FRAGMENTÁRIA E AUTOSSEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL NO LITORAL METROPOLITANO DE FORTALEZA

lógica fragmentária e autossegregação socioespacial

Auteurs

  • Kaio Duarte Vieira Estudante Auteur·e

DOI :

https://doi.org/10.4215/rm2026.e25002

Mots-clés :

fragmentação socioespacial, autossegregação socioespacial, lazer, habitar, metrópole Fortaleza.

Résumé

O atual processo de produção do espaço urbano é orientado pela fragmentação socioespacial. Associado à teoria espacial lefebvriana, assume a compreensão do espaço como produto através da urbanização da sociedade e como conceito continente aponta para novos conteúdos e formas espaciais que redirecionam processos socioespaciais tanto em espaços metropolitanos como não metropolitanos. Verticalizamos a análise no litoral metropolitano de Fortaleza, nas praias de Porto das Dunas e Marambaia, em Aquiraz, e nas de Cumbuco e Icaraí, em Caucaia, com o objetivo de analisar a reprodução do espaço urbano litorâneo metropolitano de Fortaleza sob uma lógica fragmentária, a partir das dimensões do lazer e do habitar, de 1970 até os dias atuais. A partir dos procedimentos metodológicos adotados, especificamente, identificação e qualificação dos agentes imobiliários associados ao vetor econômico do turismo, materiais publicitários e cartográficos, afirmamos que a lógica fragmentária de reprodução do urbano litorâneo é aprofundada através do habitar e das práticas de lazer na praia. Tal fato atualiza o processo de segregação, possibilitando apontar para a autossegregação socioespacial, materializada nos muros que cercam os empreendimentos, na segmentação dos produtos imobiliários para média e alta renda e nas práticas de lazer oferecidas, evidenciando a valorização de ambientes privados e seguros para o lazer e o habitar litorâneo, em detrimento da praia como espaço público.

Publiée

2026-03-07

Numéro

Rubrique

Artigos