PAMONHA, ALIMENTO IDENTITÁRIO E TERRITORIALIDADE

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.4215/rm2021.e20002

Résumé

Neste artigo apresentamos a pamonha, considerada como um alimento identitário, valorizado e demandado no território da metrópole de Goiânia. Temos como objetivo analisar a temática da produção e o consumo de pamonhas como uma característica da cultura enraizada, delimitando uma territorialidade que, na contemporaneidade, alicerça a reprodução social e econômica de grupos familiares no espaço urbano. Como procedimentos metodológicos, fundamentamos nossas análises nos debates teóricos sobre alimentos tradicionais e, concomitantemente, realizamos pesquisas de campo nas feiras e espaços de comercialização de alimentos e entrevistas com ambulantes no espaço urbano de Goiânia. Evidenciamos a existência de diversos alimentos identitários em Goiás e escolhemos para esta reflexão a pamonha, por retratar a diversidade das formas de produção e consumo, além dos distintos tipos de comercialização: conduzido por grupos familiares nas feiras, gerido por comerciantes em pontos fixos e ainda apropriado pelos vendedores ambulantes. Esse alimento apresenta uma variedade de sabores, o que denota a permanência e a ressignificação da cultura. A pamonha é demandada pelos consumidores, que nela buscam alimentar a sua identidade e reforçar a territorialidade criada pelos grupos familiares. Assim, descortinar o sentido da produção e consumo da pamonha significa decifrar o valor cultural, social e econômico de um alimento identitário.

Palavras-chave: Alimento, Renda, Reprodução Social, Tradição, Bem Cultural.

Biographies des auteurs

  • Sônia de Souza Mendonça Menezes, Universidade Federal de Sergipe, São Cristovão (SE), Brasil

    Professora Associada do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Sergipe. Doutorado, Mestrado e Licenciatura em Geografia ? UFS. Realizou o Estágio Pós-doutoral no período de 06/2019 a 06/2020 no Laboratório dos Estudos Territorias -Laboter, vinculado ao Instituto de Estudos Socio Ambientais - IESA na Universidade Federal de Goiás. Atualmente é Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Geografia. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Geografia no biênio 2017-2019. Coordenou os Programas PIBID no período de 2015-2018 e Residência Pedagógica 2018-2019. Participa como membro do Conselho Editorial da Revista Geonordeste. É líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alimentos e Manifestações Tradicionais-GRUPAM/UFS/CNPq. Integrante da Rede de Estudos Agrários- REA(UNESP-Rio Claro-SP; UNIFAL- Alfenas-MG; UNIMONTES- Montes Claros-MG; UFS- Sergipe-SE). Coordena pesquisas relacionadas aos estudos sobre a produção, circulação e consumo de alimentos, SIAL-Sistema Agroalimentar Localizados; Soberania Alimentar; Geografia cultural e Ensino da geografia. Coordena o Projeto PROMOB: Análise das novas territorialidades no espaço rural nos estados de Sergipe, Minas Gerais e Goiás financiado pelo Edital CAPES/FAPITEC N° 10/2016 - PROMOB.

  • Maria Geralda de Almeida, Universidade Federal de Goiás, Goiânia (GO), Brasil

    Doutora em Geografia pela Université de Bordeaux III, pós doutorado em Geografia Humana pela Universidad de Barcelona, em Geografia Cultural pela Université Laval, Universita Degli Studi Di Genova e Universite de Paris IV Paris-Sorbonne. Foi presidente da Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE) de 2009 a 2011. Atualmente é professora colaboradora da Universidade Federal de Sergipe, também é integrante do Programa de Docente Voluntária da Universidade Federal de Goiás, onde é pesquisadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas das Dinâmicas Territoriais-LABOTER. Também é pesquisadora junto ao CNPq, com o Grupo de Pesquisa em Geografia Cultural: territórios e identidade . Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: manifestações culturais, turismo, territorialidade, sertão; comunidades tradicionais (quilombolas e povos indígenas). Participa das seguintes redes: NEER- Núcleo de Estudos sobre Espaço e Representações. 18 pesquisadores de 12 instituições brasileiras. RETEC- Red internacional de estúdios de território y cultura.- Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, França, México, Peru,Venezuela RELISDETUR- Red latinoamericana de innvestigadores em desarrollo y turismo- Argentina, Brasil, Chile,Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México. RIEF - Red Internacional de Investigadores en Estudios de Fiesta, Nación y Cultura. RIEF-. Una Red con más de 150 investigadores de varias naciones. GI-1871: Grupo de Investigación de Análises Territorial, da universidad de Santiago de Compostela-Espanha. Atuamente é Pesquisadora Senior do Programa Nacional de Cooperação acadêmica na Amazônia, pelo edital Nº 21/2018 PROCAD/ AMAZONIA ? CAPES, desenvolvendo o seguinte projeto: Construção de estratégias de desenvolvimento regional e as dinâmicas territoriais do Amapá e Tocantins: 30 anos de desigualdades e complementaridades.

Publiée

2020-12-27

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