TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E MINERAÇÃO NO SUL GLOBAL

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.4215/rm2025.e24009

Mots-clés :

Minerais críticos, extração, impactos, problemáticas

Résumé

O agravamento das problemáticas ambientais, sociais e econômicas associadas ao uso de combustíveis fósseis intensifica a urgência da transição para fontes de energia renováveis, impulsionando a adoção de tecnologias como painéis solares, turbinas eólicas e veículos elétricos. Embora frequentemente promovidas como soluções sustentáveis, essas tecnologias apresentam características intrínsecas - como menor densidade energética, vida útil reduzida e limitações nos processos de reciclagem - que ampliam a dependência de minerais, muitos deles classificados como “críticos”. Este artigo busca contribuir para o debate ao analisar os impactos do aumento expressivo da demanda por esses recursos. Com base na definição de minerais críticos da Agência Internacional para as Energias Renováveis - que inclui cobalto, níquel, cobre, lítio e metais de terras raras -, realizamos ampla coleta, sistematização e análise de dados em escala global, identificando os principais países produtores e os contextos socioambientais associados à sua extração. Os resultados evidenciam a reprodução de um padrão histórico: a maior parte desses minerais é extraída em países do Sul Global, especialmente na África, Ásia e América Latina, onde regulamentações ambientais, sociais e econômicas tendem a ser mais flexíveis, favorecendo grandes corporações transnacionais. Constatou-se, ainda, que a extração desses minerais frequentemente está associada a impactos socioambientais graves, como poluição intensa, exposição de trabalhadores a metais tóxicos e financiamento de milícias ligadas a regimes autoritários. Essas questões, ainda pouco debatidas no discurso dominante sobre a temática, exigem maior atenção da comunidade científica e da sociedade para a promoção de uma transição energética verdadeiramente justa em escala global.

Palavras-chave: Minerais críticos; Extração; Impactos; Problemáticas.

Biographies des auteurs

  • João Henrique Santana Stacciarini, Universidade Federal de Goiás, Goiânia (GO), Brasil

    Professor e Doutor em Geografia. Bolsista de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

  • Ricardo Junior de Assis Fernandes Gonçalves, Universidade Estadual de Goiás, Goiânia, (GO), Brasil

    Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2. Atual Coordenador do PPGEO-UEG, Campus Cora Coralina. Professor nos cursos de Graduação e Pós-Graduação Stricto Sensu em Geografia (PPGEO) da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Publiée

2025-06-06

Numéro

Rubrique

Artigos