COLONIALIDADE E INFORMALIDADE NA URBANIZAÇÃO DESIGUAL NO SUL GLOBAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2025.e24027

Palavras-chave:

Urbanização, Segregação socioespacial, Sul Global

Resumo

O artigo analisa criticamente a informalidade urbana como operador estrutural da urbanização nas formações periféricas da América Latina, com ênfase no Brasil. Articula os conceitos de patrimonialismo, seletividade estatal e colonialidade do espaço para evidenciar como a informalidade constitui a lógica hegemônica da produção urbana desigual e racializada. A partir de uma abordagem qualitativa, de base dedutiva e exploratória, fundamentada na geografia crítica latino-americana, adota-se revisão bibliográfica e análise hermenêutica para interpretar as formas de governança territorial e injustiça ambiental. Argumenta-se que a informalidade não representa falha ou ausência, mas racionalidade política e tecnológica operada seletivamente pelo Estado e pelo capital. Ao final, defende-se a necessidade de refundar o pensamento urbano-regional latino-americano por meio de categorias situadas, que reconheçam as racionalidades subalternas e os saberes insurgentes dos territórios populares.

Biografia do Autor

  • Sandra Medina Benini, Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG)

    Pós-doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela FAAC/UNESP

    Doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Mackenzie/SP

    Doutorado em Geografia pela FCT/UNESP

  • Jeane Aparecida Rombi de Godoy, Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG)

    Pós-doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela FAAC/UNESP

    Doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Mackenzie/SP

  • Rosana Lia Ravache, Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG)

    Pós-doutorado pela PUP Campinas

    Doutora em Geografia pela USP/SP

  • Angelo Palmisano, Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG)

    Pós-Doutorado em Ciências Sociais Aplicadas pela PUC/SP

    Doutorado em Ciências Sociais pela PUC/SP

Publicado

2025-12-21

Edição

Seção

Artigos