TERRITORIALIDADE DE SITIANTES TRADICIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2018.e17017

Palavras-chave:

cultura caipira, unidades de conservação, sociedade contemporânea, conflito territorial.

Resumo

Sitiantes tradicionais apropriam-se da terra e gerem seus territórios por meio de saberes adaptados aos ecossistemas locais, adotando práticas comunais e regras consuetudinárias vinculadas a valores comuns ao modo de vida tradicional. A reprodução material e cultural desses grupos está calcada em uma forte condição de autonomia territorial em diversas escalas, em uma complexa rede de reciprocidade e ainda na disponibilidade de terra. Dessa perspectiva, por meio de um estudo de caso, o trabalho analisa o processo de transformação da territorialidade de um grupo frente à emergência da sociedade contemporânea. Foram constatadas diversas estratégias adaptativas nos contextos econômico, político, ecológico, demográfico e religioso. E no delineamento dessas, os valores assumem um papel decisivo. Observou-se que a estratégia econômica é a primeira a ser acionada, com perdas significativas para o acervo tecnológico tradicional, incluindo o saber sobre o uso e o manejo da biodiversidade.
Palavras claves: Cultura caipira; Unidades de conservação; Adaptação cultural; Conflito territorial.

Biografia do Autor

  • Cristina de Marco Santiago, Instituto Florestal de São Paulo,São Paulo (SP)

    Doutora em Geografia pela Universidade de São Paulo (2010). Sua experiência profissional está relacionada ao planejamento e gestão de áreas naturais legalmente protegidas e de importância histórico-cultural. Atualmente é pesquisadora científica do Instituto Florestal de São Paulo e se dedica ao estudo do manejo de áreas silvestres, com ênfase para as temáticas: planejamento territorial, comunidades tradicionais e políticas públicas de conservação da natureza.

Publicado

2018-08-14

Edição

Seção

Artigos