HIDRELÉTRICAS E UNIDADE DE CONSERVAÇÃO NA AMAZÔNIA

reflexões sobre a bacia do rio Tapajós

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2021.e20017

Resumo

A expansão de usinas hidrelétricas (UHEs) na Amazônia brasileira chama atenção por ocasionar diversos impactos (sociais, econômicos e ecológicos) e afetar direta e indiretamente áreas institucionais destinadas à proteção da biodiversidade e populações tradicionais. Dentre as treze sub-bacias conjugadas do rio Amazonas (nos limites do Brasil), há nove (09) hidrelétricas em operação e setenta e cinco (75) usinas planejadas, sendo a bacia do rio Tapajós aquela que concentra 60% do número das UHEs planejadas. O objetivo do artigo é evidenciar a apropriação econômica da bacia do rio Tapajós e a expropriação social e ambiental que acontece na região. Para tal análise faz-se necessário espacializar as usinas hidrelétricas (em operação e planejadas) e as áreas oficialmente protegidas, por bacias hidrográficas. O resultado aponta o confronto entre a política desenvolvimentista relacionada à construção de usinas hidrelétricas na Amazônia e as políticas ambientais, voltadas, sobretudo, às áreas protegidas, evidenciando a existência de uma expropriação social e ambiental na bacia em tela. 

Palavras-chave: Amazônia, Usinas Hidrelétricas, Unidades de Conservação, Bacias Hidrográficas.

Biografia do Autor

  • Maria Madalena Aguiar Cavalcante, Universidade Federal de Rondônia

    Doutora em Geografia. Professora do Departamento e Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia. Líder do Grupo de Pesquisa em Geografia e Ordenamento do Território na Amazônia (GOT-Amazônia). tua na linhas de Pesquisa: Planejamento e Gestão do Território na Amazônia; Dinâmicas Territoriais e Meio Ambiente.

  • Gean Magalhães Costa, Universidade Federal de Rondônia

    Mestre em Geografia. Membro do Grupo do Grupo de Pesquisa em Geografia e Ordenamento do Território (GOT-AMAZÔNIA) da Universidade Federal de Rondônia. Brasil.

  • Girlany Valéria Lima Silva, Universidade Federal de Rondônia

    Mestre e doutoranda em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG/UNIR). Membro do Grupo de Pesquisa em Geografia e Ordenamento do Território na Amazônia (GOT- Amazônia) da Universidade Federal de Rondônia. Brasil.

  • Artur Souza Moret, Universidade Federal de Rondônia

    Doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos. Professor da Universidade Federal de Rondônia. 

Publicado

2021-05-16

Edição

Seção

Artigos