CARTOGRAFIA DAS FRENTES PIONEIRAS E CONTRIBUIÇÃO À ANÁLISE DO DESMATAMENTO NO PARÁ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2021.e20018

Resumo

O presente estudo é baseado em uma cartografia diacrônica das frentes pioneiras no estado do Pará, que foi utilizada para analisar os padrões de desmatamento entre 2002 e 2017. Para esta cartografia, o território do Pará foi dividido em células de 5 km x 5 km, em que foi calculado o percentual acumulado de desmatamento para cada ano de 2002 a 2017, sendo os dados classificados em cinco fases evolutivas da frente pioneira. Essa cartografia permitiu a representação sistemática da dinâmica espaço-temporal do desmatamento na área de estudo e a avaliação dos contrastes regionais, o que permitiu delimitar as regiões pioneiras e caracterizá-las em três categorias principais - expansão, estabilização e consolidação. Ao relacionar as frentes pioneiras às taxas de desmatamento em cada período, foi possível classificá-las como territórios consolidados, voltados para a intensificação das práticas agrícolas, ou em expansão, por meio de uma estratégia de ocupação, além de áreas livres de desmatamento. A abordagem adotada no presente estudo é de fácil entendimento e pode fornecer orientações importantes para tomadores de decisão em diferentes esferas administrativas, contribuindo para a formulação de medidas eficazes para o controle do desmatamento e o desenvolvimento sustentável da região. Palavras-chave: Frentes Pioneiras. Desmatamento. Dinâmica Territorial. Amazônia Brasileira.

Palavras-chaves:
Amazônia Brasileira, Desmatamento, Frentes Pioneiras, Dinâmica Territorial.

Biografia do Autor

  • Marcelo Thalês, Universidade Federal do Pará (UFPA) - Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais

    Doutor em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Pará (2021). Atualmente é Tecnologista - Museu Paraense Emílio Goeldi. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto, atuando principalmente nos seguintes temas: sensoriamento remoto, amazônia, uso da terra, classificação de imagens e dinâmica da paisagem.

  • René Poccard-Chapuis, Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (CIRAD) - UMR SELMET

    Doutor em Geografia - Université de Paris X, Nanterre (2004), atuando principalmente na formação de recursos humanos e na pesquisa nos seguintes temas: gestao territorial, sistemas de informação geográfico para desenvolvimento sustentavel na Amazônia, dinâmica de paisagens e gestao de recursos naturais, intensificação da pecuária bovina, intensificação agropecuária, cadeias produtivas, Sensoriamento Remoto. Experiência de 20 anos de pesquisas na Amazônia brasileira, e cinco anos na Africa Ocidental. Experiencia em coordenação de plataformas de cooperação cientifica internacional no Mali (2005-2007) e na Amazônia brasileira (2009 - 2014; 2019 - presente). Experiência na coordenação técnica e na execução de projetos de pesquisa e P&D em 12 paises da Africa e América Latina : Brasil, Mali, Niger, Senegal, Burkina Faso, Camarões, Gabão, Congo, Egito, Uruguay, Peru, Equador, Especializado em ações de pesquisa e desenvolvimento, e em formação de recursos humanos, relacionadas a desenvolvimento territorial sustentável, mudanças no uso da terra e organização de paisagens, cadeias produtivas, pecuária bovina em regiões tropicais. Coordena a participação do CIRAD na plataforma de cooperação internacional na Amazônia "DP Amazônia".

  • Maria de Lourdes Pinheiro Ruivo, Universidade Federal do Pará

    Doutora em Agronomia, pela Universidade Federal de Viçosa/MG (1998) e Cursos de aperfeiçoamento em Qualidade da Àgua no ICTT/Japão (1999) e Biotecnologias Aplicada ao Meio Ambiente, no PROIMI/Argentina (2002) Pesquisadora Titular do Museu Paraense Emilio Goedi e Professora Orientadora dos Programas de Pós Graduação em Ciências Ambientais (UFPA/MPEG/EMBRAPA) e Biodiversidade e Biotecnologia (PPGBIONORTE-PA)/Rede Bionorte. Tem participado de inúmeras redes temáticas de pesquisa que envolvem estudos ecológicos, mudanças climáticas, ciências ambientais, biodiversidade e ciência do solo. 

Publicado

2021-05-27

Edição

Seção

Artigos