NOVA FRONTEIRA DE EXPANSÃO E ÁREAS PROTEGIDAS NO ESTADO DO AMAZONAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2021.e20025

Palavras-chave:

Amazônia Ocidental, Políticas Territoriais, Estradas, Territórios Tradicionais

Resumo

Analisa-se as transformações da rodovia Transamazônica, localizada no sul do estado do Amazonas, como um novo eixo de expansão de fronteira. Como metodologia, adotou-se a revisão bibliográfica, análise de documentos e relatórios de instituições públicas, trabalho de campo e cartografia temática. Para o entendimento desse processo, estrutura-se a análise a partir i) dos eixos rodoviários como elos que articulam espacialmente fluxos econômicos na região; ii) das políticas ambientais concretizadas em áreas protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas) ao longo da rodovia Transamazônica; e iii) do revigoramento da fronteira na Transamazônica, com base na expansão da pecuária, desmatamento, mineração e hidrelétrica. Conclui-se que esse processo se atualiza com o reavivamento da rodovia BR-230 como nova frente de expansão da fronteira, no conflito com os territórios ordenados, áreas públicas destinadas à proteção ambiental e ao reconhecimento de territórios tradicionais.

Palavras-chave: Amazônia Ocidental, Políticas Territoriais, Estradas, Territórios Tradicionais.

Biografia do Autor

  • Ricardo Gilson da Costa Silva, Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho (RO), Brasil

    Professor do Departamento de Geografia (DGEO) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Docente do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) e Programa de Pós-graduação Mestrado Profissional Interdisciplinar em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) e Posdoctorado en Ciencias Humanas y Sociales en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires (UBA). Coordenador do Grupo de Pesquisa em Gestão do Território e Geografia Agrária da Amazônia (GTGA/CNPq). Desenvolve pesquisas nas áreas temáticas: a) Globalização e dinâmicas territoriais agrárias na Amazônia; b) Cartografia Crítica, Campesinato, Agricultura Familiar e Movimentos Sociais; c) Gestão do Território e Dinâmicas Produtivas Agrícolas; d) Geografia Agrária, Direitos Humanos e Território na Amazônia.

  • Viviane Vidal da Silva, Universidade Federal de Amazônia, Humaitá (AM), Brasil

    Doutora em Ecologia Aplicada pela ESALQ/USP (2012), mestrado em Ciência Ambiental pela Universidade Federal Fluminense (2002), graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (1997) e Licenciatura em Geografia pelo Claretiano Centro Universitário (2019). Atualmente é professora associada da Universidade Federal do Amazonas, no Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais/ IEAA-UFAM. Desenvolve pesquisa nos temas: Uso da terra e gestão e dinâmica territorial ambiental na Amazônia. É líder do grupo de pesquisa Política, Cultura e Meio Ambiente no contexto amazônico (CNPQ) e pesquisadora do Grupo de pesquisa Gestão Territorial e Geografia Agrária (CNPQ).

  • Neli Aparecida de Mello-Théry, Universidade de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil

    Professora titular na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo. Graduada em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (1978), em 2008 obteve sua livre docência na Universidade de São Paulo, com pesquisa sobre as terras públicas federais na Amazônia e sua relação com o meio ambiente e a gestão e, em 2011 obteve a Habilitation a diriger des recherches - HDR na França pela Université de Rennes 2, após as etapas de mestrados em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (1997) e em Géographie et Pratique du Développement - Université de Paris Ouest-Nanterre-La Defense (1999) e os doutorados em Geographie - Université de Paris Ouest-Nanterre-La Defense (2002) e em Geografia Humana, pela Universidade de São Paulo (2002). Desenvolveu a pesquisa "Sustentabilidade da produção agrícola e políticas de adaptação às mudanças climáticas no Mato Grosso e na Bretanha" em período pós-doutoral (2012-2013) na Université de Rennes 2. Participa de redes e laboratórios de pesquisa no Brasil e na França. Foi professor visitante nas Université de Paris X, Nanterre (2000), Université de Rennes 2 (2005 e 2008) e na Université Paris Sorbonne-Nouvelle (2008). Sua experiência abrange principalmente os seguintes temas: Amazônia, gestão ambiental, dinâmicas territoriais, políticas ambientais e territoriais, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, gestão urbana e ordenamento territorial, meio ambiente e políticas internacionais. Foi vice-diretora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (2014-2018). É coordenadora do Grupo de Pesquisa Políticas públicas, territorialidades e sociedade do Instituto de Estudos Avançados. Autora dos livros Território e Gestão Ambiental na Amazônia: Terras públicas e os dilemas do Estado (2011), Políticas Territoriais na Amazônia (2006) e co-autora do Atlas do Brasil - Disparidades e Dinâmicas do Território (2005, 2008, 2018) entre outros.

  • Luís Augusto Pereira Lima, Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho (RO), Brasil.

    Doutor em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Mestre em Cartografia Social e Política da Amazônia pelo Programa de Pós-Graduação do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA; Graduado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas, Técnico em Geoprocessamento, Técnico Contábil, Pesquisador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia-PNCSA-UEA/UFAM, Coordenador do Laboratório de Geoprocessamento e Cartografia Social - PNCSA, integrante do grupo de pesquisa Gestão do Território e Geografia Agrária da Amazônia (GTGA) e do Laboratório de Nova Cartografia Social: Territorialização, Identidade e Movimentos Sociais. Atuando principalmente nos seguintes temas: territorialidades, território, política e mapeamento social.

Publicado

2021-08-29

Edição

Seção

Artigos