Jogos virtuais: constituindo a dualidade de gênero a partir de estereótipos femininos

Autores/as

  • Lucienne de Almeida Machado Universidade Federal de Goiás
  • Fernando Lacerda Jr Universidade Federal de Goiás

Palabras clave:

gênero, estereótipo, jogos virtuais, feminino, socialização.

Resumen

Este artigo analisa, por meio da análise de jogos virtuais disponíveis em um sítio da internet a reprodução de estereótipos de gênero. A pesquisa realizou análise de conteúdo de 348 jogos online criados especialmente para o “sexo feminino”. Com o intuito de problematizar os estereótipos reproduzidos pelos jogos, o trabalho discute o conceito de gênero com a finalidade de criticar a naturalização de certas características como naturalmente femininas. Para tanto, utiliza-se de conceitos da psicologia que demonstram o caráter social do processo de individualização. Assim, os conceitos de estereótipo, socialização e brincar/jogar servem como instrumentos teóricos que desvelam como os papeis femininos ou masculinos são construídos em uma complexa relação entre indivíduo-sociedade. A análise dos jogos destaca como uma forma de lazer que se apresenta como neutra, acaba por contribuir na constituição de uma subjetividade que reproduz claramente estereótipos clássicos e injustos sobre o “ser menina”. Desse modo, pode-se afirmar que os jogos virtuais podem representar a entrada de “novas tecnologias”, mas que repetem velhas divisões sexuais

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Lucienne de Almeida Machado, Universidade Federal de Goiás
    Graduanda em Psicologia na Universidade Federal de Goiás, Goiás, Brasil.
  • Fernando Lacerda Jr, Universidade Federal de Goiás
    Doutor em Psicologia pela Pontíficia Universidade Católica de Campinas. Professor Adjunto da Universidade Federal de Goiás.

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Jogos virtuais: constituindo a dualidade de gênero a partir de estereótipos femininos. (2013). Revista De Psicologia, 4(1), 97-111. https://periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/794