Uso do plano de parto em gestantes de alto risco obstétrico: percepções de enfermeiras
DOI:
https://doi.org/10.36517/2175-6783.20262796123Palavras-chave:
Gravidez de Alto Risco; Direitos Humanos; Parto; Enfermagem; Cuidado Pré-Natal.Resumo
Objetivo: conhecer as percepções das enfermeiras sobre o uso do plano de parto com gestantes classificadas como alto risco obstétrico. Métodos: estudo qualitativo, com 13 enfermeiras de uma maternidade pública de alto risco. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e submetidos à análise de conteúdo temática. Resultados: percepções das enfermeiras reafirmam o plano de parto como um documento que promove o protagonismo feminino, a segurança e a qualidade da assistência. Entretanto, somente residentes e especialistas em enfermagem obstétrica destacaram especificidades e desafios relacionados à sua utilização nas gestações de alto risco. Ainda, residentes foram as únicas que o consideraram como uma estratégia protetora de violências e intervenções obstétricas injustificadas. Conclusão: evidenciam-se potencialidades das enfermeiras obstétricas e do ensino em serviço para impulsionar o uso do plano de parto e a autonomia das mulheres, diante da predominância do modelo tecnocrático nas maternidades de alto risco. Contribuições para a prática: são necessários investimentos na atuação da enfermagem obstétrica no âmbito das gestações de risco, no pré-natal, para incentivar a construção dialógica e compartilhada do plano de parto, e na maternidade, para fomentar uma cultura institucional ancorada na colaboração interprofissional e nos direitos das mulheres.
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