Analgesia obstétrica farmacológica: um estudo sobre os desfechos obstétricos e neonatais

Autores/as

  • Ruanna Lorna Vieira Fernandes Universidade Federal do Ceará
  • Ana Kelve de Castro Damasceno Universidade Federal do Ceará
  • Marta Maria Soares Herculano Maternidade Escola Assis Chateaubriand
  • Raquel de Serpa Torres Martins Universidade Federal do Ceará.
  • Mônica Oliveira Batista Oriá Universidade Federal do Ceará.

Palabras clave:

Analgesia Obstétrica, Parto Humanizado, Dor do Parto, Enfermagem Obstétrica.

Resumen

Objetivo: investigar a associação entre a analgesia obstétrica farmacológica e os desfechos obstétricos e neonatais. Métodos:estudo retrospectivo do tipo caso-controle, com 393 parturientes, sendo 131 casos que realizaram analgesia obstétrica farmacológica e 262 controles que não realizaram. Foram investigados o perfil sociodemográfico e obstétrico, as circunstâncias da admissão da parturiente, as condutas obstétricas e os desfechos obstétricos e neonatais. Resultados: parturientes submetidas à analgesia farmacológica durante o trabalho de parto apresentaram risco aumentado para o uso de ocitocina exógena (p<0,001), episiotomia (p=0,001), manobra de Kristeller (p=0,036) e fórceps (p=0,004).Conclusão: a analgesia farmacológica não aumenta o risco de laceração perineal espontânea, parto abdominal e internação em unidade neonatal, contudo influencia no aumento do risco de uso de ocitocina sintética, realização de Manobra de Kristeller, episiotomia, fórceps e ocorrência de escores menores de APGAR no 1º minuto.

Biografía del autor/a

  • Ruanna Lorna Vieira Fernandes, Universidade Federal do Ceará
    Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e Residência em Enfermagem Obstétrica também pela UFC. Atua como enfermeira obstetra na Equipe Gestaluz (assistência humanizada à gestação, parto, pós parto e amamentação). É supervisora (bolsista) do Curso de Qualificação em Desenvolvimento Infantil da Escola de Saúde Pública do Ceará. Atua como preceptora de estágio de Cursos de Pós-Graduação em Enfermagem Obstétrica (4 Saberes e Universidade Federal do Ceará). Trabalhou como enfermeira obstetra no Hospital Cura d'Ars e no Hospital Distrital Gonzaga Mota do José Walter, como preceptora de estágio supervisionado do curso de graduação em Enfermagem no Centro Universitário Estacio FIC e como docente de curso técnico em enfermagem no Instituto Centec e na Escola Técnica de Maracanaú. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Assistência à Saúde Sexual e Reprodutiva, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, obstetrícia, parto, humanização obstétrica, parto domiciliar planejado, planejamento reprodutivo, educação em saúde e IST.
  • Ana Kelve de Castro Damasceno, Universidade Federal do Ceará
    Possui Pos-doutorado na University of British Columbia (UBC) no Canadá como bolsista do Programa Ciências sem Fronteiras/CNPq (2015-2016). Doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará/UFC (2005), Mestrado em Enfermagem pela UFC (2002), Especialista em Enfermagem Obstétrica/UFC (2000) e Especialista em Saúde da Família/UFC (1999). Atualmente é Professora Associado I da Universidade Federal do Ceará do curso de Enfermagem a nível de graduação e membro do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem a nível de mestrado e doutorado. Coordenadora Didático-Pedagógica da Residência em Enfermagem Obstétrica- RESENFO/UFC e do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica MS/Rede Cegonha CEEO/UFC/UFMG. Coordena o grupo de pesquisa/CNPq: Enfermagem na Promoção da Saúde Materna. Coordena o projeto de Extensão (Projeto Integrado de Educação em Saúde na Comunidade- PIESC/PREX/UFC). Membro da diretoria da Associação Brasileira de Enfermeiros Obstetras - ABENFO, secional Ceará. Foi Tutora do Programa de Educação Tutorial-PET/Enfermagem UFC do MEC/SESU desde janeiro de 2009 a agosto de 2015.
  • Marta Maria Soares Herculano, Maternidade Escola Assis Chateaubriand
    Possui graduação em ENFERMAGEM pela Universidade Federal do Ceará (1993) e Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (2010). Atualmente é Docente da UNICHRISTUS- Centro Universitário Christus- Disciplina Enfermagem na Saúde da Mulher e RN, - Enfermeira Obstetra da MEAC-UFC- Universidade Federal do Ceará. e Preceptora da Residência Multiprofisional- Saúde da Mulher e da Criança, da Universidade Federal do Ceará. e da RESENFFO- Residência em Enfermagem Obstetra.Tem experiência na área da Saúde da Mulher, com ênfase em Enfermagem, atuando principalmente nos seguintes temas: Boas Prática de Atenção ao Parto e Nascimento, Síndrome Hipertensiva Gestacional e Mortalidade Materna.
  • Raquel de Serpa Torres Martins, Universidade Federal do Ceará.
    Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Especialização em Saúde da Família pela Universidade Estadual do Ceará e Residência em Enfermagem Obstétrica também pela UFC. Atua como enfermeira obstetra na Equipe Gestaluz (assistência humanizada à gestação, parto, pós parto e amamentação), como preceptora de estágio do curso de graduação em Enfermagem da Faculdade ATENEU e como precptora do curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica da empresa 4 Saberes. Trabalhou como enfermeira obstetra no Hospital Distrital Gonzaga Mota do José Walter e do Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em obstetrícia.
  • Mônica Oliveira Batista Oriá, Universidade Federal do Ceará.
    Possui graduação em Enfermagem pela Universidade de Fortaleza (1998), Mestrado (2003) e Doutorado em Enfermagem (2008) pela Universidade Federal do Ceará e Pós-Doutorado pela University of Virginia (2008). Atualmente é Professor Associado I da Universidade Federal do Ceará. Possui 105 artigos publicados em periódicos especializados incluindo parcerias internacionais (Dra Cindy Lee Dennis, University of Toronto; Doris Glick e Richard Guerrant, University of Virginia). É coordenadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Promoção da Saúde Sexual e Reprodutiva (NEPPSS), grupo certificado pelo CNPq. Formou 7 mestres e 2 doutores e tem mais 1 aluno de mestrado e 5 de doutorado em formação. Já aprovou 3 projetos financiados por órgãos de fomento à pesquisa (CNPq e FUNCAP). Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem de Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: construção de materiais educativos e protocolos clínicos, estudos metodológicos, validação de instrumentos, enfermagem, saúde sexual e reprodutiva e prevenção de câncer ginecológico.

Publicado

2017-11-21

Número

Sección

Carta ao Editor

Cómo citar

1.
Analgesia obstétrica farmacológica: um estudo sobre os desfechos obstétricos e neonatais. Rev Rene [Internet]. 2017 Nov. 21 [cited 2026 Feb. 6];18(5):687-94. Available from: https://periodicos.ufc.br/rene/article/view/30847