AUTONOMIZAÇÃO DO CAMPO ARTÍSTICO E SINGULARIZAÇÃO DA EXPERIÊNCIA ESTÉTICA: A INSTITUIÇÃO DO LUGAR SOCIAL DA ARTE E DO ARTISTA EM FORTALEZA

Autores

  • Kadma Marques Universidade Estadual do Ceará (UECE)

    Resumo

    Este artigo discute a autonomização do campo artístico cearense, a partir de mudanças no lugar social da arte e do artista modernos. A Ceará IlIustrado, periódico exemplar do jornalismo cultural dos anos 1920, revela esse fenômeno em sua gênese. Assiste-se, a partir de então, a uma crescente densificação semântica da arte (concebida como forma) e social do artista (concebido como criador incriado). Tal densificação conduziu à singularização da experiência estética do público cultivado de pintura. A emergência do habitus silencioso desse público diante de obras foi tomada como índice de tal processo de singularização.

    Biografia do Autor

    • Kadma Marques, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

      Doutora em Sociologia, professora da Universidade Estadual do Ceará.

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    Periódicos consultados:

    CEARÁ ILLUSTRADO (1924/1925)

    GAZETA DE NOTICIAS

    O NORDESTE

    BATACLAN

    AJANDAIA

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    Publicado

    24-08-2018

    Como Citar

    AUTONOMIZAÇÃO DO CAMPO ARTÍSTICO E SINGULARIZAÇÃO DA EXPERIÊNCIA ESTÉTICA: A INSTITUIÇÃO DO LUGAR SOCIAL DA ARTE E DO ARTISTA EM FORTALEZA. (2018). Revista De Ciências Sociais, 38(1), 30-52. https://periodicos.ufc.br/revcienso/article/view/33463