Sociedade Camponesa no império?
Resumo
Quando do descobrimento do Brasil, vivia a Europa um período de urgente necessidade de terras, para suprir as suas necessidades de produtos agrícolas, além de matérias-primas necessárias ao desenvolvimento de uma indústria incipiente. A chegada dos primeiros colonos, depois das tentativas de exportação de produtos primários, encontrados ao longo do litoral, determinou uma maior fixação na atividade agrícola. Tentou-se naturalmente fixar, no Brasil Colônia, os resquícios ainda existentes do feudalismo europeu, o que daria margem a toda uma literatura posterior sobre a existência ou inexistência do feudalismo no Brasil. Na verdade, o sonho dos colonizadores era não só o enriquecimento rápido mas o pertencer à classe da "aristocracia feudal", mediante a posse das extensas propriedades concedidas pela Coroa. A força de trabalho empregada foi inicialmente a do indígena, motivo maior das querelas entre colonos e jesuítas, substituído pelo africano importado, que foi em pequeno número, contudo, nas zonas típicas de pecuária do Nordeste onde o algodão era já empregado também para a confecção de panos grossos. Quando revogado o alvará de 1785, proibitivo de atividades de manufatura em nosso país, foi aberto o caminho rumo a uma industrialização incipiente, que poderia ocupar, de modo especial, a mão-de-obra não adaptada ao regime escravista típico da estruturação sócioeconômica do Brasil daquela época...
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