Mortalidade materna e qualidade do preenchimento das declarações de óbito em um hospital escola de referência do Ceará

Autores/as

  • Priscila Fiusa Lyra Miná Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Jordana Parente Paiva Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará.
  • Francisco Edson de Lucena Feitosa Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Denise Ellen Francelino Cordeiro Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)

DOI:

https://doi.org/10.20513/2447-6595.2018v58n4p40-45

Palabras clave:

Mortalidade materna, Atestado de óbito, Causas de morte

Resumen

Objetivos: descrever a frequência da mortalidade materna na Maternidade Escola Assis Chateaubriand no período de janeiro de 2011 a julho de 2015 e avaliar o correto preenchimento das respectivas declarações de óbito (DO). Metodologia: estudo descritivo, de coorte, realizado através da coleta de dados de prontuários e das declarações de óbito emitidas no período do estudo. Resultados: sessenta óbitos ocorreram no período do estudo, sendo três excluídos da análise. Dos óbitos, 66,67% foram classificados como de causa obstétrica direta, 26,32% obstétrica indireta e 5,26% não obstétrico. As causas básicas dos óbitos foram distribuídas nos seguintes grupos: hipertensiva 22,81%; hemorrágica 21,05%; infecciosa 17,54%; complicação cirúrgica 7,02%; tromboembolismo pulmonar 7,02%; neoplásica 5,26%; outro 17,54%. De todos os óbitos, 71,7% ocorreram no período do puerpério. Foram encontrados 66,67% de preenchimentos incorretos na causa básica da morte das declarações de óbito emitidas. Dentre os motivos para o preenchimento incorreto, considerou-se o uso de termos vagos (falência ou disfunção de múltiplos órgãos; siglas como AVC) ou uso de termos não classificados na CID-10. Conclusão: sugere-se uma melhor capacitação do profissional médico, uma vez que a DO é um instrumento de preenchimento obrigatório pelo médico, além de principal fonte de informações sobre o perfil de mortalidade do país.

Biografía del autor/a

  • Priscila Fiusa Lyra Miná, Universidade Federal do Ceará (UFC)
    Residência em Ginecologia e Obstetrícia, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Jordana Parente Paiva, Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará.

    Mestrado em Ciências Clínico-Cirúrgicas, Universidade Federal do Ceará (UFC). Presidente da Comissão Hospitalar de Prevenção ao óbito materno, infantil e fetal, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC).

  • Francisco Edson de Lucena Feitosa, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
    Doutorado em Tocoginecologia, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor adjunto, Departamento de Saúde Materno-Infantil, Universidade Federal do Ceará (UFC), Chefe da Divisão de Cuidado da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC).
  • Denise Ellen Francelino Cordeiro, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
    Residência em Ginecologia e Obstetrícia, Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC).

Publicado

2018-12-26

Número

Sección

ARTIGOS ORIGINAIS