Atitudes e crenças de profissionais de saúde de um hospital universitário em relação à obesidade
DOI:
https://doi.org/10.36517/rmufc.v66e92689.2026Palavras-chave:
Obesidade, Profissionais de saúde, Estigma de PesoResumo
Objetivo: investigar as atitudes e crenças de profissionais de saúde em relação à obesidade. Métodos: estudo de caráter transversal e descritivo, realizado de 2018 com profissionais de saúde do ambulatório de psiquiatria e na Linha de Cuidados em Obesidade de um Hospital Universitário em Fortaleza, Ceará. Foram aplicados o Teste de Atitudes Antigordura (AFAT) e questionário sobre os fatores de desenvolvimento da obesidade. Resultados: a amostra foi composta por 61 participantes, com predominância de médicos (31%), enfermeiros (18%) e nutricionistas (16%). O escore médio da AFAT foi de 1,89 ± 0,80, sendo mais elevados nas dimensões “Não atratividade física e romântica” (2,11 ± 0,93) e “Controle do peso e culpa” (2,08 ± 1,03). Itens com conotação negativa, como “A maioria dos gordos compra muita besteira (junk food)”, tiveram concordância de 47,5%, revelando presença de estigmatização entre parte dos participantes. Quanto às causas atribuídas à obesidade, destacaram-se alterações metabólico-hormonais (73,8%), fatores emocionais (68,9%), comer em excesso (65,6%), inatividade física (62,3%) e inadequação alimentar (62,3%). Conclusão: o estudo evidencia a existência de atitudes estigmatizantes com relação à obesidade entre os profissionais de saúde avaliados, mesmo tratando-se de um setor especializado em tratamento de obesidade.
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