Fausto e a dúvida cartesiana

Autores

  • Rosiane de Sousa Mariano Aguiar

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v1i2.18931

    Palavras-chave:

    Goethe. Fausto. Dúvida. Modernidade.

    Resumo

    O presente trabalho apresenta uma análise dos temas fundamentais do Fausto de Goethe (1749- 1832). Nessa análise tentamos elucidar o enfrentamento de Fausto diante das questões pertinentes à condição do homem da modernidade, a exemplo da angústia, do desamparo, da falta de fé, da finitude, da relação com a natureza e com o absoluto etc. Este texto constitui-se basicamente de duas partes. A primeira compreende as questões que destacamos ser a problemática inicial do tema de Fausto, enfocando a dúvida e a solidão na cena “Noite”. Para nós, essa cena é o episódio emblemático da transformação de Fausto na tragédia goethiana. Nela, o protagonista lança os alicerces que sustentam a sua existência desmedida ao permitir que a dúvida ceda lugar à insaciabilidade, representada por um Fausto mefistofélico, arquétipo dos tempos modernos. A segunda parte é a relação de um ponto das Meditações de Descartes com a “Noite” do Fausto, ligação que se justifica pela importância daquele como o filósofo que inaugura o pensamento moderno e apresenta, dentre seu vasto legado filosófico, a dúvida enquanto carência de conhecimento (ciência) e demonstração do ceticismo do homem diante dos fundamentos da existência.

    Biografia do Autor

    • Rosiane de Sousa Mariano Aguiar
      Doutoranda em Estudos da Linguagem, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

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    Publicado

    2009-07-01

    Edição

    Seção

    Artigos

    Como Citar

    Aguiar, R. de S. M. (2009). Fausto e a dúvida cartesiana. Argumentos - Revista De Filosofia, 1(2). https://doi.org/10.36517/arf.v1i2.18931