Jusnaturalismo: alvorecer e ocaso da ideia de Direitos Naturais

Autores

  • Cícero Josinaldo da Silva Oliveira

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v2i3.18963

    Palavras-chave:

    Direitos humanos naturais. Apátridas. Ordenamento jurídico.

    Resumo

    Pretendo apresentar a análise arendtiana segundo a qual a Primeira Guerra Mundial revela-nos, na figura dos chamados apátridas, a noção de direitos humanos de matriz jusnaturalista como algo carente de sentido e efetividade e se isenta de qualquer amparo jurídico. De acordo com Hannah Arendt, a idéia de direito natural, base sobre a qual a noção de direitos humanos se assenta, comporta um paradoxo elementar que consiste no fato de pressupor o homem como sujeito naturalmente dotado de uma personalidade jurídica. Esse paradoxo revelou-se claramente quando aqueles que, por estarem fora de um ordenamento jurídico, não puderam reivindicar qualquer direito fundamental proveniente do fato de serem homens. A tese de Hannah Arendt é, portanto, a de que fora dos limites de um ordenamento jurídico, e conseqüentemente de qualquer comunidade política que faça valer seus direitos (como no caso dos apátridas), os indivíduos estão devolvidos à natureza. Porquanto, o direito fundamental do homem é o direito a ter direitos, isto é, o direito de pertencer a uma comunidade política que assegure a personalidade jurídica a partir da qual os indivíduos podem reclamar tais direitos.

    Biografia do Autor

    • Cícero Josinaldo da Silva Oliveira
      Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Goiás (UFG)

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    Publicado

    2010-01-01

    Edição

    Seção

    Ética e Filosofia Política

    Como Citar

    Oliveira, C. J. da S. (2010). Jusnaturalismo: alvorecer e ocaso da ideia de Direitos Naturais. Argumentos - Revista De Filosofia, 2(3). https://doi.org/10.36517/arf.v2i3.18963