Obras, feitos e palavras: o caráter não-natural da condição humana

  • Rodrigo Ribeiro Alves Neto

Resumo

O artigo apresenta a diferenciação empreendida por Hannah Arendt entre a dimensão técnica da condição humana, expressa na atividade da fabricação (work) e suas obras, e a dimensão política da condição humana, manifesta em feitos e palavras. Trata-se do desenvolvimento parcial de uma pesquisa mais ampla e em fase inicial que investiga as origens, os desdobramentos e a crise da modernidade tecnológica, evidenciando o modo como são hoje desafiados nossos pressupostos filosóficos tradicionais, diluídas nossas mais consolidadas antinomias e dissolvidas as fronteiras conceituais com as quais temos compreendido há séculos nossa vida prático-produtiva, tais como: natureza e história, humano e inumano, sujeito e objeto, liberdade e determinismo, ética e técnica, fabricar, trabalhar e agir, ciência e técnica, meios e fins, ética e ciência, autonomia e automatismo, política e ciência, saber e poder, máquina e organismo, etc.

 

Palavras-chave: Modernidade; Tecnologia; Hannah Arendt; Ação; Fabricação; Natureza.

Publicado
2013-01-01
Edição
Seção
Dossiê Hannah Arendt