A unidade do homem moral: elementos para uma relação Weil-Schiller

  • Andrea Vestrucci

Resumo

Toda filosofia que não queira ser delírio de visionário, mas trabalho analítico e rigoroso (Kant) só pode surgir da história da filosofia, história dos problemas e das respostas conceituais que determinam o surgimento de uma “nova” filosofia. Então, se nada de verdadeiramente novo existe em filosofia, não parece sem sentido tentar elucidar as referências, numa filosofia, aos autores do passado – particularmente se essas referências não são explicitadas? Esse artigo pretende apresentar argumentos filológicos e filosóficos para corroborar com a hipótese de que uma das principais fontes da concepção da vida moral na Philosophie morale de Eric Weil é a reflexão ético-estética de Friedrich Schiller (em particular, o ensaio Über Anmut und Würde). Partindo de uma imediata proximidade do conteúdo entre os dois autores, a análise chega a determinar uma diferença mais profunda em relação à ordem metodológica dos dois discursos. No final, a complexidade do problema Weil-Schiller é interpretada e clarificada à luz da referência comum à concepção kantiana do mal radical.

Palavras-chave: Eric Weil; Friedrich Schiller; Filosofia moral; Graça e dignidade; Unidade
moral; Educação moral.

Biografia do Autor

Andrea Vestrucci
Doutor em Filosofia pela Università degli Studi di Milano.
Publicado
2014-08-13
Edição
Seção
Dossiê Eric Weil