Alcibíades e a rima entre amor e dor

  • Jovelina Maria Ramos de Souza Universidade Federal do Pará

Resumo

O presente artigo retoma o tratado Sobre o riso e a loucura, sobretudo a Carta 17, de Hipócrates a Damageto, para tratar da relação amorosa de Sócrates e Alcibíades, pensando cada um deles movidos por modos distintos de loucura (mania) e afecção (pathos). Não pretendo estabelecer uma mera oposição entre os dois personagens do Banquete, mas mostrar que Platão incorpora e revaloriza, na escrita desse diálogo, o movimento entre as diversas dimensões do psiquismo, presentes tanto no elogio de Sócrates/Diotima como no do eterno apaixonado por Sócrates. O contraponto proposto envolve a noção de cuidado de si, situada na dicotomia desmedida (hybris)-reflexão (dianoia).

Palavras-chave: Platão; Banquete; loucura; desmedida; reflexão.

Biografia do Autor

Jovelina Maria Ramos de Souza, Universidade Federal do Pará
Doutora em Filosofia, Professora da Universidade Federal do Pará
Publicado
2014-07-01
Edição
Seção
Dossiê Filosofia Antiga