Dialectics, culture and knowledge in Adorno

  • Paulo Lucas da Silva Doutor e Professor de Filosofia da UFPA – Altamira

Abstract

Discute-se a situação da produção do conhecimento a partir da leitura da obra de Adorno. Trata-se de uma investigação sobre o avanço tecnológico a que a humanidade chegou, paralelo à decaída da humanidade na barbárie que, mais do que violência e rusticidade, significa hoje a incultura: toda barbárie demonstra ser uma não apropriação da cultura pela consciência e, por isto, a manifestação nos hábitos (ethos) quotidianos são grotescos e violentos. A humanidade se extravia no fazer (pragmatismo) fetichizado do mundo exterior desprezando a teoria (contemplação) e, em meio ao produzir, consome, reduzindo-se a um produzir consumir. A civilização se locupleta em meio a tudo que produziu, mas não se sente realizada. A Filosofia não salva nem produz, mas permite que a humanidade se volte sobre si e se interprete, se auto-critique confrontando o seu conceito e aquilo que se tornou. O conhecimento, na entrega plena ao objeto, se sustenta como a melhor forma de cultura e de produção da humanidade, ou seja, como o processo de produção do conhecimento é, também, o processo civilizatório e, para isto, há que se admitir a primazia do objeto, derrotando o narcisismo e idiossincrasias. A humanidade hoje depende da sua vivência da verdade.

Published
2011-07-01
Issue
Section
Artigos