O deslocamento do lugar social da negação em Herbert Marcuse

Autores

  • Rosalvo Schütz Professor nos cursos de graduação e de pós-graduação emFilosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Bolsista de Produtividade do CNPq

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v4i8.19202

    Palavras-chave:

    Negação. Princípio de realidade. Emancipação instintiva.

    Resumo

    O pensamento de Marcuse é profundamente marcado pela tradição dialética. O conceito de negação, no entanto, adquire significados específicos em sua teoria. Se o mérito de Hegel é o de ter descoberto a negação enquanto princípio motor e criador da história, já em Marx ela passa a ser entendida enquanto processo social de transformação. Por isso, o proletariado, enquanto portador dos sofrimentos universais, adquire centralidade negativa na teoria de Marx. Marcuse, por sua vez, inova ao ampliar o lugar social da negação. Ao afirmar que a totalidade pode ser negada desde fora do sistema, sugere que não se trata de substituir uma totalidade por outra, mas de instigar um novo princípio de realidade.

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    Publicado

    2012-07-01

    Edição

    Seção

    Varia

    Como Citar

    Schütz, R. (2012). O deslocamento do lugar social da negação em Herbert Marcuse. Argumentos - Revista De Filosofia, 4(8). https://doi.org/10.36517/arf.v4i8.19202