Do ser se segue Deus? Considerações sobre a loso a sistemático-estrutural de Lorenz B. Puntel

Ricardo Lavalhos Dal Forno

Resumo


Apresentaremos basicamente a metafísica sistemático-estrutural de Puntel, mos- trando como nela Deus é derivado da noção de ser, para posteriormente defen- dermos a ideia de que ser e Deus não devem ser confundidos. Utilizaremos a tese de Markus Gabriel que mostra a impossibilidade de o domínio de todos os domí- nios existir e a compreensão da ambiguidade fundamental do ser na filosofia de Walter Benjamin. Segundo Gabriel, as filosofias do todo geram uma duplicação ontológica: a totalidade reproduz-se no interior de si mesma, não havendo nunca a determinação do domínio último. Já Benjamin propõe que não há um sentido absoluto de ser, mas múltiplas maneiras de compreender e combinar seus sen- tidos. A decisão de permanecer na fugacidade do ser leva a seguinte definição de metafísica: um discurso geral cujo objetivo não é um determinado sentido da rea- lidade, mas a origem da própria pluralidade de sentidos - o ser. O ser, então, deve ser entendido como um nome para uma facticidade que, por sermos finitos, não conseguimos superar e esgotar teoricamente. Ser, portanto, não deve ser confun- dido com Deus. Ele não é o fiador transcendente, mas um conceito que de todo modo se impõe quando queremos pensar o mundo e os entes.

Palavras-chave: Ser; Deus; Metafísica; Lorenz Puntel; Walter Benjamin; Markus Gabriel. 


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ARGUMENTOS - Revista de Filosofia

© 2015 Programa de Pós-Graduação em Filosofia-UFC/ICA
ISSN (online):1984-4255 | ISSN (Impresso):1984-4247