Impasses reconstrutivos na filosofia da ciência: causas e casos

Alberto Oliva

Resumo


As teorias elaboradas pelos filósofos da ciência têm a ambição, entre outras, de entender o que confere estatuto cognitivo às teorias científicas. Almejam também buscar a elucidação conceitual ou a reconstrução racional da atividade científica. Podem igualmente se dedicar a esclarecer conceitos-chave tácita ou abertamente empregados pelos cientistas. Visando à consecução de metas como essas, os filósofos têm produzido obras de grande envergadura sobre a ciência. Contudo, as dissonâncias reconstrutivas que foram se acumulando ao longo do tempo tornam imperioso problematizar se a filosofia da ciência tem sido bem sucedida. E se depois de elaborar metaciências cujos conflitos se mantêm insuperáveis, a filosofia da ciência ainda pode buscar modos inovadores de reconstruir a ciência. As divergências que têm se mostrado recalcitrantes obrigam a filosofia com pretensões a ser realmente uma filosofia da ciência a deixar de dar primazia aos crivos e critérios que a levam a emitir juízos epistemológicos sobre a ciência que se submetem apenas marginalmente à sua realidade. Só fazendo um balanço crítico de sua própria efetividade reconstrutiva, a filosofia da ciência poderá vislumbrar modos de superar os impasses reconstrutivos em que se enredou.

Palavras-chave: reconstrução racional; observacionalismo x teorismo; indutivismo x dedutivismo; internalismo x externalismo. 


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ARGUMENTOS - Revista de Filosofia

© 2015 Programa de Pós-Graduação em Filosofia-UFC/ICA
ISSN (online):1984-4255 | ISSN (Impresso):1984-4247