A CULTURA DO TRABALHO E A EDUCAÇÃO PLENA NEGADA

  • Maria Ciavatta

Resumo

Destacamos o movimento reiterado das elites brasileiras em sonegar a educação como recurso de leitura e compreensão do mundo e de emancipação de todas as formas de opressão. Nas escolas operárias, dominavam as normas de disciplina, as obrigações para com o trabalho e o aprendizado das primeiras letras. Nas escolas do trabalho ou profissionais, predominavam as atividades manuais e eletromecânicas e elementos de cultura geral. As políticas educacionais acompanham a industrialização, criando novas escolas e novos cursos, sem abrir mão do dualismo educacional que acompanha  a estrutura da sociedade de classes e a desigualdade social no país. No primeiro momento, apresentamos algumas questões teórico-metodológicas e o contexto geral da sociedade brasileira onde a subordinação ao trabalho sobrepõe-se à educação. A seguir apresentamos alguns aspectos da educação para filhos de trabalhadores nas primeiras décadas do século XX.

Biografia do Autor

Maria Ciavatta
Doutora em Ciências Humanas (Educação) Professora Titular em Trabalho e Educação, Associada ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Professora Visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Publicado
2017-03-16
Seção
Artigos