Validação clínica dos fatores associados ao Estilo de vida sedentário em adolescentes

Palavras-chave: Diagnóstico de Enfermagem; Estilo de Vida Sedentário; Saúde do Adolescente.

Resumo

Objetivo: validar clinicamente os fatores associados ao diagnóstico de enfermagem Estilo de vida sedentário em adolescentes. Métodos: estudo transversal, desenvolvido com 158 estudantes adolescentes. Aplicou-se o teste qui-quadrado para identificar a associação entre a presença de Estilo de vida sedentário e respectivos fatores associados. O nível de significância adotado foi p<0,05. Resultados: a prevalência de Estilo de vida sedentário foi de 68,3%. A presença dos fatores associados Conhecimento deficiente sobre os benefícios que a atividade física traz à saúde e/ou sobre as consequências do sedentarismo, Falta de recursos para a prática de exercício físico, Treinamento insuficiente para fazer exercício físico e Intolerância à atividade aumentou a probabilidade da presença de Estilo de vida sedentário (p<0,05). Conclusão: o diagnóstico de enfermagem Estilo de vida sedentário foi prevalente entre os adolescentes e existem fatores específicos que intensificam a probabilidade de desenvolvimento desse diagnóstico.

Referências

Ferrari TK, Cesar CL, Alves MC, Barros MB, Goldbaum M, Fisberg RM. Healthy lifestyle in São Paulo, Brazil. Cad Saúde Pública. 2017; 33(1):1-12. doi: http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00188015

Herdman TH, Kamitsuru S. NANDA international nursing diagnoses: definitions and classification 2015–2017. Oxford: Wiley Blackwell; 2014.

Guedes NG, Lopes MVO, Cavalcante TF, Moreira RF, Araújo TL. Review of nursing diagnosis sedentary lifestyle in individuals with hypertension: conceptual analysis. Rev Esc Enferm USP. 2013; 47(3):742-9. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420130000300031

Oliveira MR, Silva VM, Guedes NG, Lopes MVO. Clinical validation of the “sedentary lifestyle” nursing diagnosis in secondary school students. J Sch Nurs. 2015; 32(3):186-94. https://doi.org/10.1177/1059840515588956

Gür K, Yurt S, Bulduk S, Atagöz S. Internet addiction and physical and psychosocial behavior problems among rural secondary school students. Nurs Health Sci. 2015; 17(3):331-8. doi: https://doi.org/10.1111/nhs.12192

World Health Organization. Adolescent health and development [Internet]. 2017 [cited Jan 16, 2019]. Available from: http://www.searo.who.int/entity/child_adolescent/topics/adolescent_health/en/

Araújo CGS. Flexitest: an innovative flexibility assessment method. Champaign: Human Kinetics; 2014.

Lourenço CLM, Zanetti HR, Amorim PRS, Mota JAPS, Mendes EL. Sedentary behavior in adolescents: prevalence and associated factors. R Bras Ci Mov [Internet]. 2018 [cited Apr 28, 2019]; 26(3):23-32. Available from: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/6929/pdf

Arancibia BA, Silva FC, Santos PD, Gutierres Filho PJ, Silva R. Prevalence of physical inactivity among adolescents in Brazil: systematic review of observational studies. Educ Fis Deporte. 2015; 34(2):331-58. doi: http://doi.org/10.17533/udea.efyd.v34n2a03

Beighle A, Morrow JR. Promoting physical activity: addressing barriers and moving forward. J Phys Educ Recreat Dance. 2014; 85(7):23-6. doi: http://doi.org/10.1080/07303084.2014.937190

Burgos MS, Gaya AC, Malfatti CRM, Muller A, Burgos LT, Pohl HH, et al. Lifestyle: leisure and recreational activities of school children from Santa Cruz do Sul. Rev Bras Educ Fis Esp. 2014; 23(1):77-86. doi: https://doi.org/10.1590/S1807-55092009000100007

Sá GB, Dornelles GC, Cruz KG, Amorim RC, Andrade SS, Oliveira TP, et al. The Health Academy Program as a strategy to promote health and healthy lifestyles: the national implementation scenario. Ciênc Saúde Coletiva. 2016; 21(6):1849-60. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232015216.09562016

Fernandes PA, Andrade ACS, Costa DS, Dias MAS, Malta DC, Caiaffa WT. Health Academies Program and the promotion of physical activity in the city: the experience of Belo Horizonte, Minas Gerais state, Brazil. Ciênc Saúde Coletiva. 2017; 22(12):3903-14. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1413-812320172212.25282017

Müller WA, Silva MC. Barreiras à prática de atividades físicas de adolescentes escolares da zona rural do sul do Rio Grande do Sul. Rev Bras Ativ Fis Saúde. 2014; 18(3):344-53. doi: https://doi.org/10.12820/rbafs.v.18n3p344

Souza CA, Rech CR, Sarabia TT, Añez CRR, Reis RS. Self-efficacy and physical activity in adolescents in Curitiba, Paraná State, Brazil. Cad Saúde Pública. 2014; 29(10):2039-48. doi: https://doi.org/10.1590/0102-311X00127312

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Passo a passo PSE: tecendo caminhos da intersetorialidade [Internet]. 2014 [citado 2019 jan. 30]. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/legislacao/passo_a_passo_pse.pdf

Santos MS, Hino AA, Reis RS, Rodriguez-Añez CR. Prevalence of barriers for physical activity in adolescents. Rev Bras Epidemiol. 2014; 13(1):94-104. doi: https://doi.org/10.1590/S1415-790X2010000100009

Martins LCG, Lopes MVO, Guedes NG, Nunes MM, Diniz CM, Carvalho, PMO. Sedentary lifestyle in individuals with hypertension. Rev Bras Enferm. 2015; 68(6):1005-12. doi: http://doi.org/10.1590/0034-7167.2015680602i

Fitzgerald A, Fitzgerald N, Aherne C. Do peers matter? A review of peer and/or friends’ influence on physical activity among American adolescents. J Adolesc. 2014; 35(4):941-58. doi: http://doi.org/10.1016/j.adolescence.2012.01.002

Mendes CRS, Miranda MDC, Lima FET, Brito EAWS, Freitas I, Matias EO. Self-care practice of patients with arterial hypertension in primary health care. Rev Rene. 2016; 17(1):52-9. doi: http://dx.doi.org/10.15253/2175-6783.2016000100008

Publicado
2019-05-16
Seção
Artigos de Pesquisa