Formação de citotécnicos com metodologia híbrida

a EAD e sua contribuição para a detecção precoce do câncer do colo do útero no Brasil

Palavras-chave: Tecnologia Educacional, Educação Profissionalizante, Câncer do Colo do útero

Resumo

Introdução: O câncer do colo do útero, em todo o mundo, está entre os de maior incidência. Essa patologia mata anualmente, em nosso país, 16.370 mulheres, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, onde responde por 8,1% das mortes. O profissional citotécnico pode contribuir atuando tanto na prevenção quando na detecção precoce do câncer da cérvix uterina. Objetivo: propor a reestruturação da formação de citotécnicos no Brasil mediante uso de metodologia híbrida. Métodos: Foram realizadas buscas nas bases de dados dos Periódicos CAPES, LILACS e SCIELO com os descritores: “Tecnologia educacional”, “Exame colpocitológico” e “Câncer do colo do útero”, além de análise documental da matriz curricular atual, adaptando-a para a metodologia híbrida. Resultados: Esta pesquisa propõe que a matriz curricular seja reestruturada, dividida em três etapas, utilizando a educação presencial ou a EaD de acordo com a característica de cada disciplina, oferecendo três turmas por ano. Conclusão: Com a reestruturação da formação dos citotécnicos por meio da metodologia híbrida, seria possível maximizar o potencial desses profissionais para atuar na detecção precoce do câncer do colo de útero, além de favorecer o alcance dos indivíduos a serem qualificados, rompendo dificuldades geográfico-sociais do Brasil.                                                                

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sani Santos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Graduada em Farmácia pela Universidade do Grande Rio, Pós-graduada em Homeopatia pela Universidade do Grande Rio, Pós-Graduada em Bioquímica pela Universidade do Grande Rio, Especialista em Citologia Clínica pela Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, Especialista em Educação a Distância pela AVM-Pós/Unyleya, mestranda em Telessaúde e Telemedicina pela UERJ. Possuo experiência na área Educacional, com ênfase nas seguintes áreas: Formação técnica em Citopatologia e Educação a Distância. Tenho experiência em Análises Clínicas, atuando principalmente nos seguintes temas: Citologia Clínica, Hormônios, Urinálise e Bioquímica. Atualmente exerço cargo público do Ministério da Saúde no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) na área de Patologia, atuando com ênfase em Colpocitologia e em projeto de EAD de Citologia.  
Raquel Villardi, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Possui Licenciatura em Letras - Português / Literatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Bacharelado em Música Popular Brasileira pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, mestrado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Pró-reitora de Graduação da UERJ, e coordenadora executiva dos cursos de graduação tecnológica da Fundação Getulio Vargas. Atualmente é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atua no Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana (PPFH) e no Programa de Pós-graduação em Telemedicina e Telessaúde, ambos da UERJ. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Linguagem, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas públicas de educação superior, educação e cultura, formação docente e educação mediada por suportes tecnológicos.   

Referências

Instituto Nacional de Câncer Jose Alencar Gomes da Silva. Tipos de câncer. Tipos de câncer. [On line]. Disponível em: < https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero> Acesso em 10 Ago.2019.

INCA. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Estimativa 2018: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro, 2018. 128 p.

Zardo G. P., Farah F. P., Mendes F. G., Franco C. A. G. S., Molina G. V. M., Melo G. N. et al . Vacina como agente de imunização contra o HPV. Ciênc. saúde coletiva. 2014. [Online]. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232014000903799>

Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. CONITEC 82. Vacina contra HPV na prevenção do câncer do colo do útero. Brasília - D.F., Julho 2013. [Online]. Disponível em: < http://conitec.gov.br/images/Incorporados/VacinaHPV-final.pdf>

Souza, T.A. A Incorporação de Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Profissional em Saúde: contribuições para a rede de atenção oncológica. 2015. 95 p. Dissertação (Mestrado Educação Profissional em Saúde), Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Rio de Janeiro, 2015. [Online] Disponível em: <https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/9747> Acesso em: 20 set. 2018.

Silva, M. C. Atenção Oncológica do Colo de Útero no Brasil: as Políticas de Educação à Distância na Educação Permanente Profissional. 2014, 131p. Dissertação (Mestrado Políticas Públicas e Formação Humana), Faculdade de Educação. Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Rio de janeiro, 2014. [Online]. Disponível em:

http://ppfh.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Disserta%C3%A7%C3%A3o-Marcelo-Camacho-Silva.pdf >

Acesso em: 2 set. 2018.

Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Plano de Curso de Educação profissional Técnica de nível médio em Citopatologia. Rio de Janeiro, 2017. 89 p.

Teixeira, V.M.F. Citotécnico: análise do processo de trabalho em laboratórios de Citopatologia e Anatomopatologia no Estado do Rio de Janeiro. 2015. 162p. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2015. 162Pp. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2015. [Online]. Disponível em: < http://obsnetims.org.br/uploaded/5_5_2015__0_Tese%20_citotecnico_Vania_Teixeira.pdf> Acesso em: 19 dez. 2018.

Paulon, S.M.; carneiro, M.L.F. A educação a distância como dispositivo de fomento às redes de cuidado em saúde. Interface: Comunicação, saúde e educação, v.13, supl. I, p. 747-57, 2009. [Online]. Disponível em:< https://www.redalyc.org/pdf/1801/180115446026.pdf> Acesso em: 29 dez. 2018.

Moreira, C. H.; Tambara, E. A. C.. A utilização de um modelo de Blended Learning, no ensino superior de uma faculdade brasileira, do componente curricular de gestão do conhecimento, em um curso de administração presencial. Cuadernos de Educación y Desarrollo.N. 37, 2013. Disponível em:<http://atlante.eumed.net/blended-learning/>. Acesso em: 28 agosto 2020.

Oesterreich, F. e Montoli F. da S. Blended learning como uma proposta metodológica adotada no ensino superior. Encontro virtual de documentação em software livre, 2012, evento virtual. Anais eletrônicos... Evento virtual, 2012.Disponível em: <http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/anais_linguagem_tecnologia/article/view/1966>. Acesso em: 28 agosto 2020.

Morton C.E., Saleh S.N., Smith S.F., et al. Blended learning: how can we optimise undergraduate student engagement? BMC Med Educ. 2016, v16, p195. [Online]. Disponível em: < https://link.springer.com/content/pdf/10.1186/s12909-016-0716-z.pdf> Acesso em: em 10 Jan. 2019.

Marconi, M. A; Lakatos, E. M. Fundamentos da Metodologia Científica. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.

Vasconcelos M. et al. Módulo 4: práticas pedagógicas em atenção básica a saúde. Tecnologias para abordagem ao indivíduo, família e comunidade. Belo Horizonte: Editora UFMG – Nescon UFMG, 2009. 70 p.

Oliveira, L. M. P.; Leite, M. T. M. Concepções Pedagógicas. Módulo Pedagógico. Especialização em Saúde da Família – Modalidade a Distância. UNA-SUS UNIFESP, 2011.

Ceccim R.B. e Feuerwerker L. C. M. PHYSIS: Rev.Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 14(1):41- 65, 2004. Disponível em:<https://www.scielo.br/pdf/physis/v14n1/v14n1a04.pdf> Acesso em: 28 agosto 2020.

Ferlay, J. et al. Cancer incidence and mortality worldwide: Sources, methodsand major patterns in GLOBOCAN 2012. International Journal of cancer. 2014. [Online]. Disponível em: <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ijc.29210 >. Acesso em: 29 dez. 2018.

INCA. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Estimativa 2018: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2018. 128 p.

American cancer society. Cancer facts & figures 2017. Atlanta, 2017. [Online]. Disponível em: <https://www.cancer.org/content/dam/cancer-org/research/cancer-facts-and- statistics/annual-cancer-facts-and-figures/2017/cancer-facts-and-figures-2017.pdf>. Acesso em:29 dez. 2018.

Ministério da Saúde. Portaria nº 874, de 16 de maio de 2013. Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília. 2013. [Online]. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0874_16_05_2013.html>. Acesso em: 20 dez. 2018.

INCA. Instituto Nacional de Câncer Jose Alencar Gomes da Silva. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2016. [Online]. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//diretrizesparaorastreamentodocancerdocolodoutero_2016_corrigido.pdf>. Acesso em: 29 dez. 2018.

Instituto Brasileiro de geografia e Estatística. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação. 2019. [Online]. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao> Acesso em: 20 Set. 2019.

Oliveira M.M et al. Cobertura de exame Papanicolaou em mulheres de 25 a 64 anos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde e o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, 2013. Revista Brasileira de Epidemiologia 2018. [Online]. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1415-790X2018000100413&lng=en&nrm=iso&tlng=pt> Acesso em Dez 2019.

INCA. Instituto Nacional de Câncer Jose Alencar Gomes da Silva. Manual de Gestão da Qualidade para Laboratórios de Citopatologia. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2016. [Online]. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//livro_completo_manual_citopatologia-2016.pdf> Acesso em Dez 2019.

Bertoldo Neto, E. O ensino híbrido: processo de ensino mediado por ferramentas tecnológicas. Ponto e Vírgula, São Paulo, n.22, p. 59-72, 2º. sem./2017. Disponível em: <https://doi.org/10.23925/1982-2p59-72> Acesso em: 28 agosto 2020.

Publicado
2020-12-22