Cirurgia transoral no câncer glótico precoce: estudo retrospectivo de dez anos

  • Felipe Cordeiro Gondim de Paiva Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
  • Raphael Oliveira Correia Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
  • Krissia Braga Diniz Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Pedro Sabino Gomes Neto Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Maurício Yukio Ogawa Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • André Alencar Araripe Nunes Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Marcos Rabelo de Freitas Universidade Federal do Ceará (UFC)
Palavras-chave: Câncer, Glote, Microcirurgia, Laringe

Resumo

Objetivo: Analisar os casos de câncer glótico precoce tratados via transoral quanto a aspectos epidemiológicos, recidiva e sobrevida após 5 anos de tratamento. Metodologia: Estudo transversal retrospectivo. Um protocolo digital da Plataforma Júpiter e o software SPSS Statistics 20.0.0 foram utilizados para coleta e análise de dados. Os dados foram oriundos de prontuários de pacientes com câncer glótico precoce diagnosticados durante o período de 2006 a 2015 e tratados via transoral por microcirurgia de laringe. Resultados: Foram identificados 71 casos de câncer glótico. Vinte oito (quatro mulheres e vinte e quatro homens) eram precoces e foram tratados por microcirurgia de laringe. Todos os 28 casos eram carcinomas espinocelulares e 27 tinham história prévia de tabagismo. Ocorreu recidiva em 3 dos 28 casos. A sobrevida livre de doença foi de 66,67% e a sobrevida global foi de 100%. Conclusão: Estágios precoces representaram 39,4% dos casos de câncer glótico. A proporção homem:mulher foi de 6:1. Tabagismo esteve presente em 92,9% dos casos. O único tipo histológico foi o carcinoma espinocelular. O tratamento com cirurgia transoral foi efetivo com baixa recidiva (10,7%) e altas taxas de sobrevida global e livre de doença (66,7% e 100%, respectivamente).

Biografia do Autor

Felipe Cordeiro Gondim de Paiva, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
Programa de Residência Médica em Otorrinolaringologia, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC).
Raphael Oliveira Correia, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).

Programa de Residência Médica em Otorrinolaringologia, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC).

Krissia Braga Diniz, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Discente de Medicina, Universidade Federal do Ceará(UFC).
Pedro Sabino Gomes Neto, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Discente de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC).
Maurício Yukio Ogawa, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Discente de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC).
André Alencar Araripe Nunes, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Médico otorrinolaringologista, Cirurgião de Cabeça e Pescoço, Docente de Otorrinolaringologia, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC).
Marcos Rabelo de Freitas, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Mestrado em Otorrinolaringologia, Doutorado em Cirurgia, Postdoctoral fellowship no Gruppo Otologico de Piacenza, Itália. Docente de Otorrinolaringologia, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC).
Publicado
2018-12-26
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS