O TOPÔNIMO CERRADO: CONSIDERAÇÕES ECOLINGUÍSTICAS ACERCA DO TERMO

Autores

  • Kênia Mara de Freitas Siqueira

Resumo

O objetivo deste estudo se constitui na esteira histórico-ecológica que direciona como o termo “cerrado” deixa de ser usado como modificador como em “campos cerrados”, “bioma cerrado,
domínio cerrado”, para assumir funções nominais referenciais, ou seja, passa a designar, além do bioma cerrado propriamente dito, todo espaço rural goiano, ainda que esses lugares não apresentem as características de “savana floristicamente rica”. O “cerrado” ultrapassa esses limites fitofisionômicos para abranger outras feições morfológicas e climáticas e outras condições ecológicas para se consolidar como elemento identitário goiano usado em função toponímica. Este estudo pauta-se na proposta ecossistêmica, na inter-relação língua e ambiente mental ou físico representados pelo tripé língua, população e território. O estudo retoma a discussão sobre uma identidade cerradeira, que simboliza o habitante deste território, fruto ou não do amálgama cultural dos povos, cujos conhecimentos evidenciam as identidades do povo goiano vinculadas ao topônimo “Cerrado”.

Palavras-chave: Ecossistema. Toponímia. Ambiente.

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Publicado

2018-12-03

Como Citar

SIQUEIRA, Kênia Mara de Freitas. O TOPÔNIMO CERRADO: CONSIDERAÇÕES ECOLINGUÍSTICAS ACERCA DO TERMO. Revista de Letras, [S. l.], v. 2, n. 37, p. 186–193, 2018. Disponível em: http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/53048. Acesso em: 25 jul. 2024.