O PROUST BRASILEIRO: ANÁLISE DE DUAS TRADUÇÕES DE À L’OMBRE DES JEUNES FILLES EN FLEURS EM PORTUGUÊS BRASILEIRO

Autores

  • Sheila Maria dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.36517/revletras.39.1.4

Resumo

O Brasil é um dos poucos países no mundo a possuir duas traduções integrais da obra maior de Marcel Proust, À la Recherche du temps perdu (1919-1927), ambas realizadas por escritores-tradutores renomados, a saber, Mario Quintana, tradutor dos quatro primeiros volumes, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Lucia Miguel Pereira, pela Livraria do Globo, entre 1948 e 1957, bem como a retradução, assinada integralmente por Fernando Py, publicada pela Ediouro, em 2001. Além de conferir prestígio e credibilidade à tradução, a presença do escritor-tradutor suscita uma série de questionamentos quanto à identificação das vozes poéticas presentes nesse novo texto traduzido. Em vista disso, este trabalho pretende analisar a forma como os escritores-tradutores lidaram com aspectos fundamentais do texto proustiano, tais como o ritmo, a pontuação e o componente cultural, no segundo volume da Recherche, À l’ombre des jeunes filles en fleurs (1919). Para tanto, serão
utilizadas como base teórica as contribuições de Henri Meschonnic, no que concerne à questão rítmica do texto literário, bem como os aportes de Isabelle Serça, particularmente a respeito da pontuação e do ritmo proustianos. Outrossim, no que tange ao componente cultural da Recherche, a reflexão partirá do pressuposto da transculturação para explicar as diversas transformações culturais identificadas nas traduções de Mario Quintana e Fernando Py, com base nas reflexões propostas por Fernando Ortiz e que foram, posteriormente, aplicadas à literatura, por Ángel Rama.

Palavras-chave: Escritor-tradutor. Tradução rítmica. Marcel Proust.

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Publicado

2020-06-30

Como Citar

SANTOS, Sheila Maria dos. O PROUST BRASILEIRO: ANÁLISE DE DUAS TRADUÇÕES DE À L’OMBRE DES JEUNES FILLES EN FLEURS EM PORTUGUÊS BRASILEIRO. Revista de Letras, [S. l.], v. 1, n. 39, 2020. DOI: 10.36517/revletras.39.1.4. Disponível em: http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/61405. Acesso em: 21 maio. 2024.