CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO

 

REVISTA VAZANTES

v.3, n. 2, Outubro/Dezembro 2019

 

Encruzilhadas da Arte e Tecnologia: Cartografias, Arqueologias e Reflexões dos Riscos Criativos

 

[Encrucijadas del Arte y la Tecnología: Cartografías, Arqueologías y Reflexiones de los Riesgos Creativos (ver convocatoria en español a continuación)]

 

[The Crossroads of Art and Technology: Archaeologies, Cartographies and Reflections on Creative Risks (scroll down for English)]

 

Prazo para submissão de propostas: 30 de Outubro de 2019

:: Propostas serão aceitas em Português, Espanhol ou Inglês ::

 

A Vazantes – Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFC, uma publicação semestral vinculada ao Instituto de Cultura e Artes da Universidade Federal do Ceará –, convida propostas para seu novo número (em português, espanhol ou inglês) nos seguintes formatos bibliográficos e não-bibliográficos:

 

  • ensaios visuais 
  • escritas experimentais
  • artigos acadêmicos
  • ensaios verbais
  • entrevistas
  • resenhas
  • experimentações artísticas ou
  • intervenções desde outras linguagens

 

Editoras Convidadas do Dossiê:

Mariela Yeregui (UNTREF) e Milena Szafir (UFCE)

 

O presente número da Revista Vazantes parte de uma provocação reflexiva para pesquisadorxs e/ou artistas em “Arte e Tecnologia”: tornamo-nos, na era de neo-ubiquidade digital, uma tautologia que se estende em práticas vazias ou mesmo deterministícas?

 

A denominação “arte e tecnologia” (ou, muitas vezes, diferentes denominações tais como electronic art, media art, arte tecnológico, art numérique, arte digital, multimedia art, etc) foi importante ao longo da segunda metade do século passado (século XX) ao auferir valor - legitimidade artística - às obras desenvolvidas conjuntamente a materialidades pós-analógicas.  Dessa maneira, toda uma taxionomia foi desenvolvida nos últimos anos identificando artistas e suas experiências estéticas frente a um vasto campo transdisciplinar entre arte, ciência e tecnologia, sendo muito pouco permeável a abordagens críticas que colocassem em xeque o diálogo destes campos. Ainda que a ideia do binômio arte/tecnologia tenha sido, muitas vezes, a de honrar atravessamentos pela Ciência e hibridizações diversas, passou a caracterizar também términos positivistas desde uma visão occido-cêntrica. Assim, o binômio arte/tecnología foi modelando produções com forte inclinação tecnocrática voltando-se à celebração, geralmente como um clichê, do conceito de inovação atrelado à criação artística.

 

Objetivamente podemos verificar a tautologia imposta pela utilização, ainda hoje, de “arte e tecnologia” como termo definidor de um campo de atuação tendo como ponto de partida ao longo das últimas décadas o texto, de Walter Benjamin, “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”. Provocamos, para além de (ou previamente à) Benjamin, concepções reflexivas sobre arte/tecnologia ao longo dos séculos entre artistas renascentistas e suas pesquisas através das técnicas de pintura (como o escorço e toda a ilusão pictórica em perspectiva), dispositivos óticos/perceptivos e tecnologias químicas aplicadas às materialidades analógicas - seguidos séculos depois nas sistematizações de experimentações artístico-pedagógicas também entre professores da Bauhaus e realizadores-pioneiros da montagem cinematográfica. 

 

Assim, após a legitimação de inúmeros work-in-progress e exibições consolidadas em contextos tanto nacional quanto internacional, o presente número à Revista Vazantes (v. 3, n. 2, Outubro/Dezembro 2019) - proposto por Mariela Yeregui (UNTREF) e Milena Szafir (UFCE) - busca provocar pesquisadorxs a refletirem sobre o significado, hoje, de “arte e tecnologia”: das seminais obras, artistas e definições de linguagem às taxionomias operacionalizadas ao longo de aproximadamente sessenta anos (1960-2010) até as atualizações da área; vislumbramos, portanto, debater searas que têm permeado a área ao longo das últimas décadas: database aesthetics, inteligência artificial, surveillance culture, generative art, quantum aesthetics, maker culture, neuroscience aesthetics, political video remix, situated technologies etcetcetc. Lembramos, ainda, que contemporâneos nomes nos acompanham na presente empreitada aqui na América Latina: Jorge La Ferla, José Carlos Mariátegui, Arlindo Machado, Giselle Beiguelman, Tania Aedo, Lucas Bambozzi, Gilbertto Prado, Mário Costa, Vilém Flusser, entre outros, além daqueles do cone norte (Peter Weibel, Thomas Levin, Ursula Frohne, Jonathan Crary, Edmond Couchot, Lev Manovich, Geert Lovink, Alexander Galloway, Donna Haraway, Victoria Vesna, Claudia Giannetti etc). 

 

Para provocarmos mais intensamente uma rota de fuga ao determinismo tecnológico - frente às complexidades nos modus operandi e estéticas das tecnologias na arte em tempos de arqueologia das mídias (caminhos entre a poética e a techné) - convocamos artistas, teóricxs e investigadorxs a contribuírem a esse debate com suas propostas à presente publicação que dêem conta das dinâmicas entre arte/tecnologia desde reflexões que incluam problematizações aproximando questões filosóficas aos processos de criação artística (e vice-versa), com destaque a alguns temas de interesse, tais como:

 

  • Práticas e poéticas decoloniais relacionadas à arte/tecnologia
  • Tecno-feminismo: poéticas e práticas
  • Perspectivas críticas entre natureza e arte/tecnologia
  • Poéticas e práticas no espaço urbano desde o campo da arte/tecnologia
  • Do Panóptico à Biopolítica: vigilância, disciplina e controle (das circulações às gestualidades emotivas) 
  • Arqueologia das mídias como perspectivas críticas às materialidades em arte/tecnologia
  • Banco-de-dados: da narratividade e do randômico ao rastreamento biopolítico
  • Práticas da arte/tecnologia como obras críticas da/na atualidade
  • Anti-espetáculo: politizações poéticas da interface
  • Estéticas da memória: relações da arte/tecnologia em obras como filme-ensaio, remix, i-doc, A/V performances e outros formatos e/ou gêneros
  • Ficção científica no cinema: a imagem em movimento como poética crítica às novas mídias e biotecnologias
  • Design como arte política entre estéticas, técnicas e tecnologias
  • Sustentabilidade e arte desde práticas tecnológicas
  • Tecno-activismo como estrategia de politização da arte
  • Neurocontrole e biopoder: caminhares crítico-estéticos da arte/tecnologia

 

 

Prazo para submissões:

30 de outubro de 2019

 

:: Propostas serão aceitas em Português, Espanhol ou Inglês ::

 

Normas para submissão: 

http://periodicos.ufc.br/vazantes/about/submissions#onlineSubmissions

 

Dúvidas, favor endereçar para revistavazantes@gmail.com e para as editoras convidadas: Mariela Yeregui (myeregui@gmail.com) e Milena Szafir (profmilena@manifesto21.tv).

 

Revista Vazantes

Coordenador editorial: Pablo Assumpção Barros Costa (UFC)

Equipe editorial: Patricia de Lima Caetano (UFC), Deisimer Gorczevski (UFC), Milena Szafir (UFCE) e Jo A-mi (UNILAB).

 

Editoras do Dossiê:

 

Mariela Yeregui (Buenos Aires/Argentina)

Mariela Yeregui é artista visual, professora universitária e educadora. No conjunto de suas obras incluem-se instalações, net.art, intervenções urbanas, vídeo-esculturas e robótica, que tem sido exibidas em diversos museus e festivais de arte ao redor do mundo. Yeregui realizou residência artística no HyperMedia Studio da UCLA (EUA), Banff Centre for Arts and Creativity (Canada), Media Centre d’Art i Disseny (Barcelona) e Stiftung Künstlerdorf Schöppingen (Alemanha). Possui em seu currículo algumas das mais importantes premiações na área tais como BEEP_Art (2005), Salão Nacional Argentino de Artes Visuais (2005), Festival Transitio_MX (2004), MAMBA/Fundação Telefónica (2004) e Academia Argentina de Belas Artes (2014). Fundadora e atual coordenadora do Mestrado em Estéticas e Tecnologias nas Artes Eletrônicas da Universidade Nacional Tres de Febrero na cidade de Buenos Aires, Mariela Yeregui é Ph.D. em Media and Communication pela European Graduate School (sob orientação de Geert Lovink), possui mestrado em Literature pela National University of the Ivory Coast e bacharelado em História da Arte pela Universidade de Buenos Aires.

 

Milena Szafir (de São Paulo a Fortaleza/Brasil)

Milena Szafir (Ph.D.) é pesquisadora e realizadora em estéticas videográficas e (neo-)cinematografias, orientando trabalhos em motion graphics e filme-ensaio, entre outras linguagens. Recebeu o Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia (2011) pela carreira dedicada no original manifesto “espetáculo+vigilância=consumo” (2003/04), publicado em dupla feminina a partir da qual projetara estruturas BRsci-fi desde diferentes materialidades para transmissões ao vivo on/off line (obras híbridas para intervenções urbanas entre performances, dispositivos audiovisuais, composições gráficas etc). Com formação técnica em Processamento de Dados e capacitação em Metodologia Não-Formal, desde 1996 é educadora desenvolvendo pedagogias multimidiáticas de ensino-aprendizagem. Possui doutorado em Cinema e mestrado em Comunicação (ambos pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo), também pela USP é graduada em Arquitetura e Urbanismo (TCC "ComunicaCidade: a educação através da arte-comunicação - design gráfico, vídeo digital, vj'ing, & game"). Hoje é professora no ICAUFC, para o qual propôs o #MESA (media lab), o #ir! (Intervalos & Ritmos - grupo de estudos em estética e modus operandi da montagem audiovisual via banco-de-dados), as bolsas Projet'ares Audiovisuais e Ceci n’est pas un umbrella, etc.

 

 

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CALL FOR PAPERS AND ARTISTIC PROPOSALS 

REVISTA VAZANTES, Journal of the Arts

v.3, n. 2, October/December 2019

Special issue:

The Crossroads of Art and Technology: Archaeologies, Cartographies and Reflections on Creative Risks

[Encruzilhadas da Arte e Tecnologia: Cartografias, Arqueologias e Reflexões dos Riscos Criativos]

[Encrucijadas del Arte y la Tecnología: Cartografías, Arqueologías y Reflexiones de los Riesgos Creativos (ver convocatoria en Español a continuación)]

Deadline for submissions: October 30, 2019

Contributions should be in English, Spanish, or Portuguese

Revista Vazantes is a peer-reviewed journal based in the Postgraduate Program in the Arts at the Federal University of Ceará (UFC/Brazil), featuring two issues per year. We invite the submission of scholarly and artistic work in English, Spanish, or Portuguese, aligned to any of the following bibliographic or non-bibliographic formats:

  • Visual essays
  • Experimental writings
  • Academic articles
  • Verbal essays
  • Interviews
  • Book, Film, and Performance Reviews
  • Artistic experiments
  • Multi-genre interventions

Upcoming special issue:

The Crossroads of Art and Technology: Archaeologies, Cartographies and Reflections on Creative Risks.   

[Encrucijadas del Arte y la Tecnología: Cartografías, Arqueologías y Reflexiones de los Riesgos Creativos] 

[Encruzilhadas da Arte e Tecnologia: Cartografias, Arqueologias e Reflexões dos Riscos Criativos]

Guest editors:

Mariela Yeregui (UNTREF) and Milena Szafir (UFCE)

Our upcoming issue grounds itself in a speculative question in order to provoke scholars, researchers, and artists to rethink the overlapping of “art and technology”: In the era of digital neo-ubiquity, have we become a tautology that extends itself to empty practices, if not to deterministic ones?

The expression "art and technology" (often referred to different genres such as electronic art, media art, technological art, digital art, etc.) was a popular one during the second half of the last century (20th century), as it gave value - artistic legitimacy - to artworks developed in conjunction with post-analog materialities. As a consequence, in recent years a complete taxonomy has been developed, one that identifies artists and their aesthetic experiences in the face of a vast transdisciplinary field between art, science and technology, albeit not too permeable to the critical approaches that challenged the dialogue between these fields. Although the idea of the binomial 'art / technology' often honored the crossings between science and various hybridizations, it also came to characterize positivist terms from a western-centric perspective. Thus, the binomial art / technology modeled productions with a strong technocratic inclination, resorting to the celebration, generally as a cliché, of the concept of innovation linked to artistic creation.

Objectively we can verify the tautology imposed by the use of "art and technology", even today, as a defining term of a field of action, having as its starting point in the last decades Walter Benjamin’s "The work of art in the age of mechanical reproduction”. In addition to (and before) Benjamin, we may conceive of the meditation on art and technology throughout the centuries among Renaissance artists and their research processes, either through painting techniques (such as foreshortening and other pictorial illusion perspective techniques), optical/perceptive devices, and chemical technologies applied to analogical materialities, followed centuries later by the systematization of artistic-pedagogical experiments between Bauhaus masters and pioneers of film montage.

Thus, building upon a legitimization of numerous ongoing projects and consolidated exhibitions in national and international contexts, this issue of Revista Vazantes, proposed and edited by Mariela Yeregui (UNTREF) and Milena Szafir (UFCE), seeks to provoke researchers to consider the meaning of "art and technology" today: from seminal works, artists and language definitions to taxonomies operating for approximately sixty years (1960-2010), and other recent updates in the area; to the new debates in the field dealing with database aesthetics, surveillance culture, generative art, quantum aesthetics, maker culture, A.I., to neuroscience aesthetics, political video remix, situated technologies, etc. The contemporary figures that accompany us in this endeavor in Latin America include Jorge La Ferla, José Carlos Mariategui, Arlindo Machado, Giselle Beiguelman, Tania Aedo, Lucas Bambozzi, Gilbertto Prado, Mario Costa, Vilem Flusser, among others, in addition to those from other hemispheres, such as Peter Weibel, Thomas Levin, Ursula Frohne, Jonathan Crary, Edmond Couchot, Lev Manovich, Geert Lovink, Alexander Galloway, Donna Haraway, Victoria Vesna, Claudia Giannetti, etc.

To provoke an intense escape route from technological determinism, in view of the complexities in the modus operandi and the aesthetics of technologies in art in the age of media archaeology (between poetics and technique), we hereby call artists, theorists, critics, and researchers to contribute to this debate with their proposals for this special issue, addressing the dynamics between art and technology and grounding their work in philosophical and artistic methodologies. Highlighting topics of interest include:

  • Decolonial and poetic practices related to art / technology
  • Techno-feminism: poetics and praxis
  • Critical perspectives in nature, art, and technology
  • Situated Technologies: the poetics and practices in urban space from the art/technology field
  • From the panoptic to biopolitics: surveillance, control and technologies of discipline (from organizing circulation to emotional gestures)
  • Media archaeology as critical perspectives on art / technology materialities
  • Database aesthetics: from narrative and randomness, to biopolitical tracking
  • Art / technology practices as critical works of the present
  • Anti-spectacle: poetic politicizing of the interface
  • Aesthetics of memory: relations between art and technology in essays, remixes, i-doc, AV performances, and other formats and/or genres
  • Sci-Fi Cinema: moving image as a poetic critique of new media and biotechnology
  • Design as political art between aesthetics, technique, and technology
  • Sustainability, art, and technological practices
  • Techno-activism as a strategy of politicizing art
  • Neurocontrol and biopower: the routes of critical-aesthetic art/technology

Deadline for submissions: October 30th, 2019

Contributions should be in English, Spanish, or Portuguese

Guidelines for submission:

http://periodico.ufc.br/vazantes/about/submissions#onlineSubmissions  

For further questions, please contact the editorial team at revistavazantes@gmail.com, as well as the guest editors directly on their e-mails: Mariela Yeregui (myeregui@gmail.com) and Milena Szafir (profmilena@manifesto21.tv). 

Revista Vazantes

Editor-in-Chief: Pablo Assumpção Barros Costa (UFC)

Editorial team: Patricia de Lima Caetano (UFC), Deisimer Gorczevski (UFC), Milena Szafir (UFCE), and Jo A-mi (UNILAB).

Guest Editors:

Mariela Yeregui (Buenos Aires/Argentina)

Mariela Yeregui is a visual artist, educator, and scholar. Her work includes installations, net.art, interventions in public spaces, video-sculptures, and robotics that have been exhibited in numerous museums and art festivals across Latin America, the United States, and Europe.Yeregui was artist-in-residence at the HyperMedia Studio at the University of California, Los Angeles; the Banff Centre for Arts and Creativity in Alberta, Canada; the Media Centre d’Art i Disseny in Barcelona; and the Stiftung Künstlerdorf Schöppingen in Germany. She has received prestigious awards such as the First Prize at BEEP_Art, Barcelona; First Prize at the Argentine National Salon of Visual Arts, 2005; Third Prize at the Transitio_MX Festival; the MAMBA / Telefónica Foundation award in 2004; and the First Prize from the Argentine Academy of Fine Arts in 2014. Founder and current director of the Master of Technology and Aesthetics of Electronic Arts at the National University de Tres de Febrero in Buenos Aires, Yeregui holds a BA in art history from the University of Buenos Aires, a Master’s degree in literature from the National University of the Ivory Coast, and a PhD in media and communication from the European Graduate School.

Milena Szafir (from São Paulo to Fortaleza/Brazil) 

Milena Szafir (Ph.D.) is a researcher and artist in videographic and neo-cinematographic aesthetics. In 2011, she received the most important Brazilian Art & Technology Prize (the Sergio Motta Award) for a female duo within career through her original Manifesto "spectacle + surveillance = consumption" (2003/04) from which she used to design BRsci-fi structures with different on/offline materialities (hybrid artworks in order to project those urban interventions among AV devices - from CCTV to mobile live streaming -, performances, graphic compositions, etc). From a technical school background on Data Processing and an abroad training on Non-formal Methodology, since 1996, she works as a multimedia educator developing several teaching/ learning pedagogies. Szafir holds a BA in Architecture and Urbanism ("CommunicCity: the education through art and communication: graphic design, digital video, vj'ing and game"), a Master’s degree in Communication Sciences (“Audiovisual Rhetorics”) and a doctoral dissertation in Audiovisual Media Procedures. Nowadays she’s a Cinema & Arts scholar at UFCE, where she also supervises projects on essay film, motion graphics and other montage gestures through the logics of database as a symbolic form.

 

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CONVOCATORIA PARA PUBLICACIÓN

 

REVISTA VAZANTES 

v. 3, n. 2, octubre/diciembre 2019

 

Dosier:

 

Encrucijadas del Arte y Tecnología: Cartografías, Arqueología y Reflexiones de los Riesgos Creativos

 

[Encruzilhadas da Arte e Tecnologia: cartografias, arqueologias e reflexões dos riscos criativos]

 

[The Crossroads of Art and Technology: Archaeologies, cartographies and reflections on creative risks]

 

Cierre de la convocatoria (plazo de entrega): 30 de Octubre de 2019

:: Serán aceptadas propuestas en portugués, español o inglés ::

 

Vazantes – Revista del Programa de Posgraduación en Artes de la Universidad Federal de Ceará (Brasil), una publicación semestral vinculada al Instituto de Cultura y Artes de la UFC, convoca al envío de propuestas para su próximo número, ya sea en español, inglés o portugués. Serán aceptados múltiples formatos bibliográficos o no-bibliográficos, como:

 

  • Ensayos visuales 
  • Escritas experimentales
  • Artículos académicos
  • Ensayos verbales
  • Entrevistas
  • Reseñas
  • Experimentaciones artísticas, o
  • Intervenciones desde otros lenguajes.

 

Editoras Dosier:

 

Mariela Yeregui (UNTREF) y Milena Szafir (UFCE)

 

El presente número de la Revista Vazantes parte de una provocación reflexiva para investigadorxs y/o artistas en “Arte y Tecnología”: ¿Nos hemos convertido, en la era de la neo-ubicuidad digital, en una tautología que se extiende a prácticas vacías, si no deterministas?

 

La denominación "arte y tecnología" (a menudo referida mediante nombres diferentes como electronic art, media art, arte tecnológico, art numérique, arte digital, arte multimedia, etc.) fue importante durante la segunda mitad del siglo pasado (siglo XX) al darle valor - legitimidad artística - a las obras desarrolladas en conjunto con materialidades post-analógicas. Como consecuencia, ha sido desarrollada una larga taxonomía en los últimos años que identifica a los artistas y sus experiencias estéticas frente a un vasto campo transdisciplinario entre arte, ciencia y tecnología, siendo poco permeable a los enfoques críticos que ponen a prueba el diálogo de estos campos. Aunque la idea del binomio arte/tecnología era a menudo honrar los cruces de la ciencia y diversas hibridaciones, también llegó a caracterizar los términos positivistas desde una perspectiva occido-céntrica. Así, el binomio arte/tecnología modeló producciones con una fuerte inclinación tecnocrática, recurriendo a la celebración, generalmente como un cliché, del concepto de innovación vinculado a la creación artística.

 

Objetivamente podemos verificar la tautología impuesta por el uso de "arte y tecnología", incluso hoy, como un término definitorio de un campo de acción, teniendo como punto de partida en las últimas décadas el texto de Walter Benjamin, "La obra de arte en la era de su reproducibilidad técnica”. Además de (o antes de) Benjamin, concebimos reflexiones de arte/tecnología a lo largo de los siglos entre los artistas del Renacimiento y su investigación a través de técnicas de pintura (como el escorzo y toda la ilusión pictórica en perspectiva), dispositivos ópticos/perceptivos y tecnologías químicas aplicadas a las materialidades analógicas, seguidas siglos después en la sistematización de experimentos artístico-pedagógicos entre maestros de la Bauhaus y pioneros del montaje cinematográfico.

 

Así, después de la legitimación de numerosos proyectos en curso y exhibiciones consolidadas en contextos nacionales e internacionales, el presente número de la Revista Vazantes (v. 3, no. 2, octubre/diciembre de 2019) - propuesto por Mariela Yeregui (UNTREF)  y Milena Szafir (PPGArtes) - busca provocar a investigadorxs a reflexionar sobre el significado de "arte y tecnología" hoy en día: desde obras seminales, artistas y definiciones de lenguaje hasta taxonomías operadas durante aproximadamente sesenta años (1960-2010) hasta las actualizaciones en el área; previendo, por lo tanto, debatir los campos que han permeado la esfera en las últimas décadas: database aesthetics, cultura de vigilancia, arte generativo, estética cuántica, cultura de creadores, A.I., estética de neurociencia, political remix video, tecnologías situadas, etc. Recordando también los nombres contemporáneos que nos acompañan en este esfuerzo aquí en América Latina: Jorge La Ferla, José Carlos Mariategui, Arlindo Machado, Giselle Beiguelman, Tania Aedo, Lucas Bambozzi, Gilbertto Prado, Mario Costa, Vilem Flusser, entre otros, además de los del hemisferio norte (Peter Weibel, Thomas Levin, Ursula Frohne, Jonathan Crary, Edmond Couchot, Lev Manovich, Geert Lovink, Alexander Galloway, Donna Haraway, Victoria Vesna, Claudia Giannetti, etc.).

 

Para provocar más intensamente una ruta de escape del determinismo tecnológico - en vista de las complejidades en el modus operandi y la estética de las tecnologías en el arte en tiempos de la arqueología de los medios (caminos entre techné y la poética) - convocamos a artistxs, teóricxs e investigadorxs a contribuir a este debate a partir de artículos que den cuenta de estas dinámicas de diálogo entre arte/tecnología a partir de reflexiones que incluyan tanto aproximaciones filosóficas al tema como procesos de creación que problematicen dichas relaciones (y viceversa), destacando temas de interés como:

 

  • Prácticas descoloniales y poéticas relacionadas con el arte/tecnología
  • Tecno-feminismo: poéticas y prácticas
  • Perspectivas críticas entre naturaleza y arte/tecnología
  • Poéticas y prácticas en el espacio urbano desde el campo del arte/tecnología.
  • Del panóptico a la biopolítica: vigilancia, disciplina y control (de las circulaciones a los gestos emocionales)
  • La arqueología de los medios como perspectivas críticas sobre las materialidades de arte / tecnología
  • Poéticas de la base de datos: entre la narrativa y el aleatorio hasta el rastreo biopolítico
  • Las prácticas en arte/tecnología como obras críticas en la actualidad
  • Anti-espectáculo: politización poética de la interfaz
  • Estética de la memoria: relaciones de arte/tecnología en obras como ensayo, remix, i-doc, A/V performances y otros formatos/ géneros
  • Ciencia ficción en cine: imagen en movimiento como crítica poética de los nuevos medios y la biotecnología
  • Diseño gráfico como arte político entre estética, técnica y tecnología
  • Sostenibilidad y arte desde las prácticas tecnológicas
  • Tecno-activismo como estrategia de politización del arte
  • Neurocontrol y biopoder: recorridos crítico-estéticos del arte/tecnología

 

Cierre de la convocatoria (plazo de entrega)

30 de Octubre de 2019

:: Serán aceptadas propuestas en portugués, español o inglés ::

Normas de la convocatoria:

http://periodicos.ufc.br/vazantes/about/submissions#onlineSubmissions

 

Dudas y comentarios sobre este número, favor de enviarlos a revistavazantes@gmail.com y para las editoras: Mariela Yeregui (myeregui@gmail.com) y Milena Szafir (profmilena@manifesto21.tv).

Revista Vazantes

Coordinador responsable: Pablo Assumpção Barros Costa (UFC)

Equipo Editorial: Milena Szafir (UFCE), Patrícia de Lima Caetano (UFC), Deisimer Gorczevski (UFC) y Jo A-mi (UNILAB).

 

Editoras Dosier:

 

Mariela Yeregui (Buenos Aires/ Argentina)

Mariela Yeregui es artista visual, profesora universitaria y educadora. Sus obras incluyen instalaciones, net.art, intervenciones urbanas, video esculturas y robótica, que se han exhibido en varios museos y festivales de arte en todo el mundo. Yeregui realizó residencias artísticas en lugares como el HyperMedia Studio de la UCLA (EE. UU.), el Banff Centre for Arts and Creativity  (Canadá), el Media Center d'Art i Disseny (Barcelona) y el Stiftung Künstlerdorf Schöppingen (Alemania). Su obra ha recibido prestigiosos premios, talesbcomo BEEP_Art (2005), Salón Nacional de Artes Visuales de Argentina (2005), Festival Transitio_MX (2004), Fundación MAMBA / Telefónica (2004) y Academia Argentina de Bellas Artes (2014). Fundadora y actual directora de la Maestría en Estética y Tecnologías en Artes Electrónicas en la Universidad Nacional Tres de Febrero en Buenos Aires. Mariela Yeregui es doctora en Medios y Comunicación de la European Graduate School (bajo la guía de Geert Lovink), Magister en Literatura por Universidad Nacional de Costa de Marfil y licenciada en Historia del Arte por la Universidad de Buenos Aires. 

 

Milena Szafir (de São Paulo para Fortaleza/Brasil)

Milena Szafir (Ph.D.) es investigadora y realizadora en estéticas videográficas y (neo-)cinematografías, guiando trabajos en motion graphics y cine-ensayo, entre otros lenguajes.  Recibió el Premio Sérgio Motta de Arte y Tecnología (2011) por su carrera dedicada a su manifiesto "espectáculo+vigilancia=consumo" (2003/04), publicado en un dúo femenino a partir del cual diseñó estructuras BRsci-fi en diferentes materialidades haciendo transmisiones en  vivo on/off line (trabajos híbridos para intervenciones urbanas entre performances, dispositivos audiovisuales, composiciones gráficas, etc). Con formación en Procesamiento de Datos y capacitación en Metodología No-formal, desde 1996 es educadora desarrollando pedagogías multi-medios de enseñanza-aprendizaje. Milena Szafir es doctora en Cine, con Maestría en Comunicación y, también por la USP, es licenciada en Arquitectura y Urbanismo (Tesis "ComunicaCidade: educación a través del arte/comunicación: diseño gráfico, video digital, vj'ing y juego").  Actualmente es profesora universitaria en el ICAUFC, donde propuso el #MESA (media lab), #ir! (Intervalos y Ritmos: grupo de estudio sobre estética y modus operandi del montaje audiovisual a través de poéticas de la base de datos) y las becas Proyect'aires Audiovisuales, Ceci n'est pas un umbrella, etc.