O estatuto da imaginação na Teoria das Paixões de Hume

Autores

  • Rogério Soares Mascarenhas

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v2i4.18972

    Palavras-chave:

    Imaginação. Paixões. Filosofia.

    Resumo

    Uma leitura mais atenta das páginas que compõem os livros II e III do Tratado da natureza humana de Hume põe a descoberto inúmeros processos instintivos da imaginação operando livremente na produção indireta de boa parte de nossas paixões. Eles poderiam ser reduzidos à propensão imaginativa de transfigurar, de alguma maneira, a experiência. É o que ocorre, por exemplo, quando antecipamos regularidades observadas entre os fenômenos e concebemos uma regularidade maior que a constatada em observações passadas. Este falseamento da experiência pela imaginação repercute na produção de vários afetos. Na verdade, não haveria somente a possibilidade da conjugação dos processos imaginativos com a produção de paixões intensas, mas também de ligação destes com a produção das paixões calmas, conquanto a teoria das paixões tenda, por vezes, a privilegiar o aspecto "negativo" da imaginação, frente ao "positivo" sancionado pelo entendimento.

    Biografia do Autor

    • Rogério Soares Mascarenhas
      Mestre em filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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    Publicado

    2010-08-01

    Edição

    Seção

    Artigos

    Como Citar

    Mascarenhas, R. S. (2010). O estatuto da imaginação na Teoria das Paixões de Hume. Argumentos - Revista De Filosofia, 2(4). https://doi.org/10.36517/arf.v2i4.18972