Gênio e natureza na crítica do juízo

Autores

  • Danilo Citro

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v3i5.18995

    Palavras-chave:

    Gênio. Natureza. Arte.

    Resumo

    Propomos relacionar a noção de gênio na Crítica da Faculdade do Juízo com as introduções à mesma obra, que dizem respeito ao sistema das faculdades de conhecimento e do ânimo. É patente o abismo insuperável entre os dois domínios da filosofia, a saber, teórico e prático. O filósofo de Konigsberg arquiteta uma pretensa ponte entre os dois cumes, porém apenas enquanto sistema crítico e subjetivo. A faculdade de julgar se apresenta como legislador a priori, porém diversa da legislação determinante do entendimento. O juízo é apenas reflexivo, pois mira a legislação do contingente, de leis empíricas particulares. Na analítica do belo, a legalidade do contingente é encontrada no conceito árido de conformidade a fins, que faz do objeto belo apreciado um exemplo, e não uma lei geral. A conformidade a fins é vista na Natureza apenas do ponto de vista técnico (artístico). O gênio é dotado de uma faculdade produtora, cuja obra é a arte bela, o qual Kant faz uma analogia com a Natureza. A obra de arte bela parece ser objeto da natureza. Assim, sustentamos que essa analogia somente é possível se pensarmos Natureza considerada do ponto de vista técnico, cuja legalidade está no contingente eno exemplo.

    Biografia do Autor

    • Danilo Citro
      Programa de Pós-graduação em Estética e Filosofia da Arte da UFOP.

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    Publicado

    2011-01-01

    Edição

    Seção

    Artigos

    Como Citar

    Citro, D. (2011). Gênio e natureza na crítica do juízo. Argumentos - Revista De Filosofia, 3(5). https://doi.org/10.36517/arf.v3i5.18995