A categoria da natalidade e da fundação no pensamento político de Hannah Arendt

Autores

  • José Luiz de Oliveira

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v5i9.19007

    Palavras-chave:

    Natalidade. Fundação. Revolução.

    Resumo

    Para Hannah Arendt, o homem, por meio de sua experiência de nascimento, se apresenta a este nosso planeta como um ser recém-chegado. Isso quer dizer que cada recém-chegado a este mundo é capaz de inaugurar mais uma situação que se desponta como uma novidade. É devido ao nascimento que os homens se apresentam como dotados da capacidade de começar. É importante considerar que, de acordo com algumas análises feitas por Hannah Arendt, somos levados a admitir que o tema que mais se adequa à faculdade humana de começar é o da fundação. Isto é, nessas análises, evidencia-se que existe uma posição que vem ao encontro do propósito de demonstrar a combinação existente entre natalidade e fundação na perspectiva arendtiana. Incentivados pelos caminhos de abordagens em torno da fundação no seio da história da filosofia política, o nosso propósito aqui é o de descrever os pontos de aproximação do entendimento de Arendt em relação à nossa tradição republicana. Analisaremos em que medida Arendt se amparou na relação entre natalidade e fundação para construir uma filosofia política capaz de sustentar as suas análises acerca da fundação do corpo político no âmbito das revoluções modernas.

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    Publicado

    2013-01-01

    Edição

    Seção

    Dossiê Hannah Arendt

    Como Citar

    Oliveira, J. L. de. (2013). A categoria da natalidade e da fundação no pensamento político de Hannah Arendt. Argumentos - Revista De Filosofia, 5(9). https://doi.org/10.36517/arf.v5i9.19007